Arquivo

Arquivo de junho, 2009

Consignado no Senado. Quem pagou/paga propina para ter direito a operar são os Bancos .Corretor trabalha o funcionário.Aprenda a se defender Sarney.

30, junho, 2009 Sem comentários
Nota do blog: uma das coisas mais burras que tenho visto na imprensa e lá no Congresso é este assunto do neto do Sarney que de repente se transformou no principal problema do Senador.

Ora bolas:Para operar com consignado o Banco já tinha a autorização do RH do Senado ou dos 181 diretores,inclusive o de check-in e o de chek-out fazia dois anos. Este neto do Sarney abriu uma empresa de correspondente bancário para agenciar consignados prá qualquer tipo de cliente elegível.Em contrapartida o Banco que fecha os negócios gerados paga prá empresa dele uma comissão.
Onde está o problema?
Pois é se houve problemas digo propinas o negócio foi no momento que o Banco obteve a autorização de operar.É ai onde ocorre as negociatas,comissões,promessas de dinheiro prá campanha no caixa 1,2,3….
Sinceramente não gosto dos Sarney mas essa o neto dele,salvo melhor juízo, não deve ter coisas a explicar.

Um neto escolado (portal Exame)

Por Malu Gaspar | 30/06/2009 – 14:14
Suspeito de usar a influência do avô para operar créditos consignados no Senado, José Adriano Cordeiro Sarney (ex-José Sarney Neto), diz que tem qualificação suficiente para não precisar de costas quentes. Ele afirma ter se formado em administração na Sorbonne e feito pós-graduação em Harvard. Não é bem assim. A página dos ex-alunos de Harvard na internet, de acesso restrito, informa que José Adriano fez um curso de extensão, que é equivalente a um curso de graduação, e não uma pós, como disse o neto de Sarney. É um dos poucos cursos de Harvard em que não há processo seletivo. Para ser admitido, basta fazer previamente três disciplinas na mesma escola de extensão (estrangeiros podem fazê-las à distância), desde que paguem de 650 a 1 975 dólares por disciplina. Ah, e tem mais: Harvard acaba de extinguir esse curso, chamado de certificate program. Segundo a universidade, “o interesse pelo programa caiu significativamente nos últimos anos, já que os alunos passaram a preferir o mestrado”.

O blog do Planalto (nova arma contra o PIG) quer a participação dos internautas.Participe.

30, junho, 2009 Sem comentários

Blog do Planalto, em breve

O Blog do Planalto, com estreia prevista para o começo de julho, quer a participação dos internautas. Segundo a secretaria de Imprensa da Presidência, uma consulta técnica online quer “aprimorar o novo canal de comunicação da Presidência da República voltado para as comunidades da internet”.

O questionário, lançado na segunda-feira, é anônimo e ficará no ar até o dia 7 de julho para “descobrir expectativas dos futuros leitores no canal de comunicação”.

A idéia do blog é colocar à disposição conteúdo multimídia para esclarecer ações do governo federal, “com a agilidade e a linguagem adequadas aos meios digitais”.

Franklin já havia afirmado que a ideia não é colocar o PpresidenteLula para escrever o conteúdo da página. “Está se discutindo um blog do Planalto. Não um blog do presidente”, disse em abril.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins disse que o objetivo do governo com a iniciativa é se comunicar com uma parcela da sociedade que se informa basicamente pela internet.

A compra era de US$10 mil? Como ele ia entrar no Brasil? De contrabando não é Senador?

30, junho, 2009 Sem comentários

Máscara de vestal de Arthur Virgilio (o boto cor de rosa) dá adeus.

Atualizado em 30 de junho de 2009 às 13:43 | Publicado em 30 de junho de 2009 às 11:31

Tucano admite ter recebido dinheiro de Agaciel

Até então na mira dos holofotes da mídia como guardião da ética e moralidade, a máscara do senador tucano Arthur Virgílio (AM) caiu neste final de semana (29) após matéria da ISTO É revelar que ele recebeu US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, a quem ele chamou de “ladrão” na semana passada.

do Vermelho

Ao representar nesta segunda (29) no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador amazonense, admitiu que contraiu um empréstimo por intermédio de um amigo que trabalha em seu gabinete, Carlos Homero Vieira Nina.

Sob o título “Os amigos Sumiram”, a matéria da revista semanal diz que Arthur Virgílio tentou se antecipar a futuras revelações que poderiam constragê-lo. Por isso, foi ao plenário na semana passada dizer que estava sendo chantageado. “Só que acabou dando um tiro ainda mais certeiro no próprio pé”, diz o texto.

Segundo a reportagem, o senador contou que, durante uma viagem a Paris, em 2003, com a família, ao tentar fazer uma compra identificou um problema com seu cartão de crédito. Ele foi rejeitado. De acordo com sua versão, um amigo conterrâneo e funcionário do Senado foi acionado para resolver o problema.

“Mas não foi bem o que aconteceu. Quem Virgílio procurou pedindo socorro foi o próprio Agaciel. Para isso, fez o contato por intermédio do amigo Carlos Homero Vieira Nina, hoje lotado em seu gabinete.”

A matéria diz que “Homero telefonou para Agaciel numa manhã de domingo e pediu encarecidamente que o ajudasse. Foi taxativo: era um pedido urgente de Arthur Virgílio. Na conversa, Agaciel ponderou que seria impossível, pois era um domingo. Mas, diante da insistência do assessor de Virgílio, o ex-diretor telefonou para o gerente do banco e pediu que fizesse uma transferência de sua própria conta poupança no valor de US$ 10 mil para a conta do senador.”

Diz a revista que assim o cartão de crédito foi liberado. “O fato foi confirmado à ISTOÉ por pessoas próximas ao exdiretor- geral. Com amigos, Agaciel comentou que esse dinheiro até hoje não lhe foi ressarcido.”

Ainda segundo a revista Homero empregou no gabinete de Virgílio seus filhos Guarani Alves Nina, Tomas Alves Nina e Carlos Alberto Nina Neto. O último mora no Exterior, mas não deixa de receber salário.

“Há quem diga que a súbita fúria de Virgílio contra Agaciel estaria relacionada a outro fato que ele preferiu não contar em público: a exoneração do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) de Vânia Maione, esposa de Homero. Ela foi substituída por Carlos Roberto Stuckert, a mando de Agaciel”, especula a revista.

Outro episódio, diz a matéria, que o senador tentou justificar como uma possível chantagem de Agaciel se refere ao tratamento de saúde de sua mãe, Isabel Vitória de Matos Pereira, falecida em 2006. Como esposa de ex-senador, ela teria direito pelo regimento do Senado a ressarcimento de até R$ 30 mil por ano. Mas, segundo levantamento feito por servidores do Senado foram gastos R$ 723 mil com as despesas médicas.

“O pagamento foi autorizado a contragosto pelo então presidente da Casa, senador Antônio Carlos Magalhães, também graças a um pedido de Agaciel. Por várias ocasiões, ACM chegou a questionar com diretores do Senado o gasto muito acima do permitido pelo regimento interno.”

No discurso de duas horas no Senado, o líder do PSDB na Casa disse que não sabia que o amigo pedia o empréstimo não pago a Agaciel. Homero acha que avisou ao seu padrão.

De Brasília com informações da ISTOÉ e Agências

A PF prende os lavadores de dinheiro e ai sabe o que acontece?…A justiça solta rapidinho.É a impunidade irmão.

30, junho, 2009 Sem comentários
PF prende em Aeroporto 7 parentes do ex-prefeito do Guarujá com dinheiro não declarado.
da Folha Online
A Polícia Federal prendeu no último sábado, em flagrante, sete familiares do ex-prefeito do Guarujá Farid Said Madi (PDT) no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo).
Segundo a PF, eles tentavam embarcar com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com cerca de US$ 120 mil em dinheiro.
O ex-prefeito é casado com a deputada estadual Haifa Madi (PDT).
Ontem, a Justiça acolheu pedido da defesa e mandou soltar os investigados. A legislação brasileira permite embarque com até R$ 10 mil por pessoa.
Em nota, o ex-prefeito confirma a prisão de três de seus familiares. “Houve uma denúncia anônima que motivou a detenção –para averiguação– de três familiares meus, detenção que durou cerca de quarenta horas. Nenhum familiar meu encontra-se detido. Tão logo meus familiares tomem conhecimento integral do teor da referida denúncia, prestarão os esclarecimentos cabíveis.”

Bradesco,BB e Santander ganham em poucos minutos R$3,415 bilhões. O Brasil é uma mãe para os Bancos…

30, junho, 2009 Sem comentários

O Bradesco e o Banco do Brasil (BB) vão registrar ganho de R$ 3,415 bilhões no segundo trimestre com venda de parte de suas participações na administradora de cartões de crédito VisaNet, que estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na véspera.

O Bradesco informou lucro bruto de cerca de R$ 2 bilhões com venda de cerca de 10,5% de sua participação na VisaNet. O banco manteve parcela de 28,76% na maior administradora de cartões do País.

Já o Banco do Brasil divulgou que terá receita antes de impostos de R$ 1,415 bilhão com venda de parcela de 7,05% na VisaNet. O banco tinha participação de 31% na empresa.

Ainda fazem parte do conjunto de controladores da instituição o Santander e a Visa International.

Além do ganho com a venda de parte da VisaNet, o Bradesco informou que o resultado do segundo trimestre será impactado por provisão adicional para devedores duvidosos de R$ 1,3 bilhão, antes de impostos. Segundo o banco, a medida foi tomada para “suportar eventuais cenários cíclicos, com aumento dos índices de inadimplência e/ou alterações no perfil de risco da carteira de crédito”.

O Banco do Brasil, por sua vez, informou ainda que terá impacto no balanço do atual trimestre de provisão adicional de R$ 676 milhões antes de impostos.

A oferta inicial de ações da VisaNet foi a maior operação do gênero do mundo este ano, levantando R$ 8,4 bilhões. As ações da empresa encerraram na véspera em alta de 11,8%, movimentando 45% do volume do pregão na Bovespa, de R$ 6,39 bilhões.

Madoff: Se fosse no Brasil estaria tranquilo.Lá nos EUA vai comer o pão que o diabo amassou.

30, junho, 2009 Sem comentários

O julgamento e a condenação de Bernard Madoff, gestor de fundos americano condenado nesta segunda-feira a 150 anos de prisão por um tribunal de Nova York, serve para nós como uma grande lição de que todos são iguais perante a lei. Ele permaneceu preso durante o julgamento e vai pagar pelos seus crimes em uma penitenciária americana, com tratamento de um preso comum.

Madoff foi preso e algemado. No Brasil, provavelmente não seria algemado por não ser considerado um preso perigoso, já que o crime foi financeiro. O julgamento foi rápido e, durante esse tempo, ele ficou na prisão. Por aqui, seriam anos no tribunal. Mesmo condenado em primeira e segunda instâncias, poderia aguardar solto uma decisão em última instância.

O advogado de Madoff pediu 12 anos de prisão. O ex-gestor se disse arrependido e que vai viver a vida inteira com essa amargura. Nada disso abrandou a condenação: pegou 150 anos de prisão. Ele tem 71 anos e vai cumprir a pena. No Brasil, o advogado entraria com atestado médico, um juiz daria uma liminar e ele cumpriria a pena em casa.

Agora, Madoff vai limpar o chão da sela e será acordado toda noite com a luz de uma lanterna na cara, como qualquer preso americano. É uma rotina nos presídios por lá. Ele não vai ser tratado de forma diferente porque foi presidente da Nasdaq.

Miriam Leitão

Ouça aqui o comentário de Míriam Leitão na CBN

Senador Artur Virgilio – um tremendo cara de pau -… lembra a menina virgem…

29, junho, 2009 Sem comentários

Arthur Virgílio quer investigar senadores que ocuparam cargos na gestão de Agaciel

Agência Senado

BRASÍLIA – O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) pediu há pouco uma “investigação dura” sobre todos os senadores que ocuparam os cargos de 1º secretário e de presidente do Senado no período de 14 anos em que Agaciel Maia foi diretor-geral da instituição.

- Quero também a demissão de Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi (ex-diretor de Recursos Humanos) – afirmou Arthur Virgílio, defendendo ainda o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.

O senador declarou ainda que viu em si mesmo “vícios que julgava não possuir”, erros segundo ele propiciados pelo ambiente do Senado. O senador assumiu ter cometido “pecados”, que no entanto não o impedem de denunciar irregularidades no âmbito da administração da Casa.

Neste momento, o senador responde às denúncias publicadas pela revista “IstoÉ” desta semana, segundo a qual o senador teria recebido favores de Agaciel, como um empréstimo no valor de US$ 10 mil. Arthur Virgílio Neto também explica os gastos hospitalares de sua mãe, que é viúva do senador Arthur Virgílio Filho.

Arthur Virgílio também apresenta uma série de documentos, que serão encaminhados à imprensa.

Comentário

O Arthur Virgilio lembra a menina virgem que foi à polícia denunciar o tarado que a estuprou antes de ontem, ontem e hoje. É ridículo a mídia dar espaço a essa indignação defensiva. O PSDB poderia aproveitar a oportunidade e colocar alguém minimamente qualificado para o cargo de líder no Senado.

Arthur Virgílio é a melhor arma que tem o governo para desqualificar a oposição.

Luis Nassif

Se o Madoff fosse um banqueiro brasileiro não poderia ser algemado,nem filmado e nem mantido preso.Condecorado sim.

29, junho, 2009 Sem comentários

Banqueiro Bernard Madoff é condenado a 150 anos de prisão.

NOVA YORK (Reuters) – O administrador de finanças Bernard Madoff foi condenado a 150 anos de prisão nesta segunda-feira por ter cometido a maior e mais descarada fraude de investimentos da história em Wall Street.

A sala do tribunal comemorou e aplaudiu a decisão do juiz Denny Chin de impor a sentença máxima possível sobre o réu de 71 anos.
Madoff se manteve encarando o juiz com as mãos enganchadas em frente dele.
“A fraude aqui é inacreditável”, disse Chin, depois de ouvir os depoimentos inflamados de algumas das vítimas de Madoff.
Antes de ser condenado, Madoff se dirigiu ao tribunal.
“Eu não posso dar uma desculpa por meu comportamento”, disse em uma voz calma. “Como se pode justificar a traição a milhares de investidores que confiaram a mim seu dinheiro poupado durante toda a vida?”
Vestido em um terno escuro, inclinado para frente com as mãos em cima da mesa, ele disse que tentou voltar atrás com seus crimes, mas “quanto mais eu tentava, maior eu cavava o buraco”.
“Vivo em um estado de tormenta agora, sabendo a dor e o sofrimento que causei”, acrescentou.
Mais cedo, Madoff sentou quieto enquanto suas vítimas contavam diante do juiz como foram arruinadas financeiramente, muitas forçadas a vender suas casas e viver de seguro social.
“Como alguém pode ter feito isso conosco? Como isso pode ser verdade? Não fizemos nada de errado”, disse Dominic Ambrosino, um agente penitenciário aposentado de Nova York. “Teremos que vender nossa casa e viver apenas com o seguro social.”
“Você deixou para seus filhos um legado de desgraça”, disse Tom FitzMaurice, de 63 anos, chamando Madoff de “miserável de baixo nível”.
“Ele não mostrou nenhum remorso … Seu crime foi premeditado e calculado. Ele planejava enganar investidores dias antes de sua prisão. Se pudesse, ele ainda estaria roubando desses investidores”, disse FitzMaurice.
“Ele trapaceou e tomou o dinheiro desses investidores para que sua mulher Ruth e seus dois filhos pudessem ter uma vida de luxos”, afirmou.
Madoff confessou ter operado um esquema de bilhões de dólares ao “estilo Ponzi”, em que investidores recebiam os lucros de dinheiro de seria pago mais tarde por outros investidores.
Os investidores não sabem quanto foi roubado, segundo documentos do tribunal. Promotores afirmam que 170 bilhões de dólares passaram pela principal conta bancária de Madoff ao longo dos anos, e que, semanas antes da prisão do administrador de finanças, o balanço da empresa mostrava um total de 65 bilhões de dólares em diferentes contas.
A curadoria que está cuidando de desfazer a empresa de Madoff arrecadou 1,2 bilhões de dólares para devolver aos investidores.

O dia em que Michael Jackson fez Ariano Suassuna dançar rock na cidade de Taperoá.

29, junho, 2009 Sem comentários

Do Café Colombo

Em novembro de 2003, o Café Colombo entrevistou o poeta pernambucano Domingos Alexandre. Ele estava lançando o cordel “O dia em que Michael Jackson fez Ariano Suassuna dançar rock na cidade de Taperoá”, pela Editora Bagaço. Domingos contou que o cordel surgiu numa conversa com os boêmios José Teles e Paulo caldas. E pensaram num inusitado encontro entre Jackson e Ariano – famoso pela ojeriza ao rock.

“De repente Ariano é o anti-Michael Jackson”, brincava. Na história, depois que Antônio Carlos Nóbrega dança rock com Michael Jackson, Ariano encara uns passos da dança americana. De acordo com Domingos Alexandre, o cordel foi lido e “aprovado” pelo secretário de Cultura de Pernambuco.

A multidão curiosa ia seguindo o cortejo
O gringo desenrolado dançava e soltava beijo
E para quebrar o tabu, em vez de how do you do,
Falou como sertanejo

Mas Ariano ladino disse com ar meu zen,
“Você não é o pretinho que um dia cantava bem?
A sua pela era escura. Por que toda essa brancura?
Me diga de onde ela vem?”

Aí Michael respondeu com a maior singeleza
Que seu pai era francês e a mãe holandesa
Ele nasceu bem pretinho, mas foi ficando branquinho
Por obra da natureza

Outro trecho:

E Taperoá inteira parou para ver a folia
O gringo arrastava os pés, se rebolava e gemia
Mas não perdia o trejeito de passar a mão com jeito
Onde o pinto se escondia

Antônio Nóbrega olhava um pé na frente e outro atrás
Aquele gringo dançando virado no satanás
Mas ria com aplicação de como ele passava as mãos
Nas partes genitais

Uai…o Delta Bank,UBS.CS,Santander e tantos outros queriam o que?O cara era um escroque que criava produtos e estes Bancos ofertavam aos clientes.

29, junho, 2009 Sem comentários

da Folha Online

O financista americano Bernard Madoff foi condenado nesta segunda-feira a 150 anos de prisão pela fraude de US$ 65 bilhões através de uma pirâmide financeira.

A pirâmide de Madoff, 71, é considerada a maior fraude financeira da história, superando a quebra fraudulenta da empresa americana de energia Enron, em 2001 –ela declarou falência após reconhecer que havia contabilizado centenas de créditos como operações de compra e venda, com prejuízo de US$ 63,4 bilhões.

A mulher de Madoff, Ruth, divulgou hoje uma nota na qual diz que sente uma “imensa dor” pelas histórias de perdas de pessoas cujas economias “evaporaram” com o golpe do marido.

Louis Lanzano -10.mar.09/AP
Bernard Madoff foi condenado a cumprir 150 anos de prisão por 11 crimes, entre eles lavagem de dinheiro, perjúrio e fraude
Bernard Madoff foi condenado a cumprir 150 anos de prisão por 11 crimes, entre eles lavagem de dinheiro, perjúrio e fraude

A punição era a maior possível para os 11 crimes praticados na montagem e manutenção da pirâmide e foi determinada pelo juiz federal Denny Chin, da Corte Federal de Manhattan, em Nova York.

Os advogados de defesa de Madoff tinham pedido uma condenação por 12 anos –ele não poderia ser absolvido porque era réu confesso. Já os promotores foram atendidos no pedido de pena máxima.

Após a sentença ser anunciada por Chin, aplausos irromperam na sala de audiências onde ocorreu o julgamento.

Preso em dezembro do ano passado após a descoberta do esquema fraudulento de US$ 65 bilhões, Madoff, ex-diretor da Bolsa Nasdaq, assumiu sua culpa. Sobre ele pesavam 11 acusações, entre elas lavagem de dinheiro, perjúrio e fraude, cujas penas somadas davam os 150 anos a que foi condenado.

Por esse esquema que levantou –conhecido como pirâmide financeira ou Ponzi–, Madoff prometia retornos altos e fixos aos investidores, porém esse dinheiro não vinha do rendimento das aplicações, mas da entrada de novos clientes.

O esquema de Madoff começou a ruir com a crise financeira global. Preocupados com o rumo da economia, diversos investidores tentaram resgatar seus recursos, fazendo com que a pirâmide não fosse mais sustentável.

Bancos europeus e americanos, empresários, atletas e celebridades estão na lista de de potenciais vítimas da fraude. Aparecem na relação várias sociedades financeiras, principalmente europeias e americanas, grandes e pequenas, que asseguram ter investido na estrutura piramidal organizada por Madoff. Entre elas há fundos através dos quais investiram bancos como o BBVA, Bank of America, UBS, BNP Paribas, Bank of New York Mellon e Credit Suisse.

Já entre as pessoas há famosos como o apresentador de televisão Larry King, os atores John Malkovich e Kevin Bacon ou o empresário imobiliário Larry Silverstein, e até pessoas ligadas ao financista, como seus filhos Mark e Andrew e seu irmão, Peter. Entre os nomes na lista também estão o do jogador de beisebol Sandy Koufax, o do senador democrata Frank Lautenberg e o do multimilionário Fred Wilpon, dono do time de beisebol New York Mets.