Arquivo

Arquivo de 9, julho, 2009

Meirelles sai do BC em março. Ótimo.Quem sabe seu substituto fiscalize a atividades de certos bancos estrangeiros e seus doleiros aqui no Brasil.

9, julho, 2009 Sem comentários

Henrique MeirellesEstá resolvido: Henrique Meirelles deixa o Banco Central em março do ano que vem, para entrar na disputa pelo governo de Goiás. Conforme o blogue apurou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está de acordo com a ideia.

A dúvida de Meirelles, agora, é o partido.

Pode ser o PP, do atual governador do Estado, Alcides Rodrigues, o Cidinho, um antigo protegido do senador Marconi Perillo que rompeu com o criador e lhe ofereceu a legenda. Ou pode ser o PR, do vice-presidente José Alencar. Até setembro, Meirelles deve escolher a legenda para filiar-se dentro do prazo legal.

Meirelles nunca escondeu seus planos de assumir uma carreira política. Já era deputado federal (pelo PSDB) quando o senador Aloizio Mercadante conseguiu convencê-lo a assumir o Banco Central no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, numa época em que o real despencava e o futuro da economia era uma incógnita em função da troca de governo. Após várias recusas, Meirelles topou a oferta, correu o risco e tornou-se a principal referência da economia brasileira nos mercados internacionais. Em função do caráter benigno da crise brasileira, ele costuma ser aplaudido em encontros de seus colegas de outros países.

Sempre que fala, informalmente, de seus planos político-eleitorais, o presidente do Banco Central faz o possível para desconversar. Chega a dizer que não seria fácil encontrar um cargo capaz de lhe garantir uma posição de tanto destaque e prestígio como a atual. A observação até faz sentido, mas quem conhece os bastidores de Brasília sabe que é uma forma de Meirelles disfarçar seus projetos, numa atitude compreensível para quem ocupa uma posição estratégica e delicada na economia.

Na visão de São Pedro o Marcola do PCC é mais íntegro que um Senador da República brasileira.É uma piada…mas faz sentido não é?

9, julho, 2009 Sem comentários

Piada que correu esta tarde no Congresso contada por senadores e deputados.

Marcola, o líder do PCC, morreu e presta contas a São Pedro.

O santo consulta no computador a ficha de Marcola e se assombra com o que vê:

- Meu filho, mas quantas mortes…

- Pois é, São Pedro, mas veja…

- Meu filho, tráfico de drogas, estupros, sequestros, roubos…

- Mas São Pedro, eu nasci pobre e…

- Assim não dá, meu filho.

- Quer dizer que eu vou pro inferno?

- Inferno? É pouco. Você vai para o Senado.

Satiagraha,o sobrecidadão e o subcidadão

9, julho, 2009 Sem comentários
…vemos a existência no Brasil de mais duas espécies de pessoas: o sobrecidadão, que dispõe do Estado, mas a ele não se subordina, e o subcidadão, que depende do Estado, mas a ele não tem acesso…

Sob o título “Colarinhos manchados de sangue”, o artigo abaixo é de autoria do juiz de direito Rosivaldo Toscano dos Santos Júnior, do Rio Grande do Norte:

Esta semana o Ministério Público Federal propôs ação penal derivada da Operação Satiagraha, que prendeu por ordem judicial, dentre outros, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity – e um dos empresários mais ricos do Brasil –, e o investidor Naji Nahas. Treze réus, incluído o banqueiro acima, foram acusados de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, evasão fiscal, gestão fraudulenta e crimes contra o sistema financeiro, incluindo a tentativa de corromper o delegado responsável pelo caso. O prejuízo perpetrado pela suposta quadrilha seria de mais de dois bilhões de reais.

A Operação Satiagraha foi um exemplo da recente mudança da atuação Policial Federal, que girou seu foco para os chamados crimes de inteligência – infrações penais que, silenciosamente, causam prejuízos milionários à sociedade brasileira. Estávamos acostumados a somente assistir nos noticiários televisivos, principalmente os popularescos, a prisão de pessoas (quase sempre pobres) pela prática de infrações penais individuais, tais como furtos, roubos e homicídios. Agora nos perguntamos: quem seriam os verdadeiros bandidos em nosso país?

Imagino a gravidade do prejuízo que teria sido ocasionado pela organização criminosa, caso se confirmem as acusações. Representaria o orçamento anual de uma prefeitura de um milhão e meio de habitantes. Construiria setenta mil casas populares, quinhentos pequenos hospitais ou igual número de escolas de médio porte. Não que se deva abandonar à própria sorte as vítimas de pequenos crimes contra o patrimônio. Mas diante de cifras dessa magnitude, necessitamos dar prioridade às investigações dos chamados “crimes do colarinho branco”. Infelizmente, na prática ocorre o contrário.

Em sete passagens a Constituição Federal fala em cidadania, inclusive como fundamento da República (art. 1º, II). Na prática, porém, vemos a existência no Brasil de mais duas espécies de pessoas: o sobrecidadão, que dispõe do Estado, mas a ele não se subordina, e o subcidadão, que depende do Estado, mas a ele não tem acesso. Quando permitimos que alguns poucos se considerem e ajam como se estivessem acima da lei e do Estado, impedimos que incontáveis outros se tornem verdadeiros cidadãos. Precisamos mudar isso com ações como as recentemente tomadas. Vejamos por quê.

Corrigindo a comum miopia social quanto à seriedade do trato da questão penal sob o ângulo da criminalidade econômica, questiono-me: se tamanho desvio causou um prejuízo que daria para construir tantas casas, hospitais e escolas, quantas famílias tiveram sua dignidade e cidadania desrespeitadas? Quantas mortes foram ocasionadas pelos milhares de leitos de hospitais que não foram criados? Quantas crianças deixaram de ser educadas e findaram por se tornar os marginais vulgarmente chamados por nós? Chego a uma conclusão. Os crimes do colarinho branco, pelos prejuízos que causam ao Estado, levam milhões de brasileiros pobres para as trevas, aumentando a pressão social e a violência, pois minguam dos cofres públicos os recursos necessários para ações em prol dos mais carentes. E são esses os que realmente necessitam do Estado e só conhecem dele, normalmente, a faceta do Estado-polícia que oprime e, não raras vezes, mata.

Não me deixo enganar: precisamos todos nós, Judiciário, Ministério e Polícia, nos dar conta e agir com a convicção de que os donos desses colarinhos, embora muito bem lavados e perfumados, têm suas mãos manchadas de sangue.

José Serra pode ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Veja a indicação e os motivos abaixo.

9, julho, 2009 Sem comentários

Justificativa de Waldir Fiorini, autor da petição para o Prêmio Nobel da Paz ao José Serra:

Indicamos ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz o nome de José Serra, defensor incansável da vida humana. Graças aos seus esforços um seqüestrador manteve durante quase cinco dias duas reféns sem ser alvejado pela Polícia Militar. Como resultado o seqüestrador conseguiu sair são e salvo do episódio após balear as duas reféns.

Ps1: Pena que o autor tenha esquecido de colocar nas justificativas a invasão da USP pela Polícia Militar, a truculência da PM contra os moradores de Paraisópolis. Só para dar dois exemplos bem recentes.

Ps2: Com que “prêmio” Serra será agora agraciado?

Expatriados brasileiros

9, julho, 2009 Sem comentários

Este blog vem falando dos direitos dos expatriados há mais de 6 anos.Escrevi cartas para Deus e o mundo.Denunciei o Banco Real e o Delta Bank para todos os Senadores,Deputados,Ministros e outras autoridades. Todos os meses mandei cartas e mais cartas.

O Banco Real porque é o Banco que mais desrespeitou os direitos trabalhistas dos brasileiros transferidos para o exterior e o Delta Bank por tentar camuflar a situação dos expatriados mediante a simulação de rescisão contratual CLT dos funcionários do Real que exerciam funções naquele Banco dito americano, que tem 95% de seus clientes no Brasil e ainda assim não possui endereço oficial por aqui.

Se eu vou morar num país e não tenho endereço só posso ser considerado um clandestino. Na minha opinião é o caso do Delta Bank. Ou alguém sabe onde ele fica no Brasil?

Nos últimos 6 anos, ao risco de ser chato e de ter apenas um leitor- no caso eu mesmo, denuncio o comportamento dos Bancos brasileiros, inclusive o Banco do Brasil, que só regulariza a situação dos expatriados muitos anos depois e tão somente na justiça trabalhista.

Ganham rios de dinheiro com altas taxas de juros e tarifas e com o “tempo injusto” da justiça brasileira. Tudo é válido para postergar uma decisão definitiva.

Recebi, durante os últimos 5 anos, várias manifestações de apoio de alguns poiliticos e notadamente do Senador Cristovam que me afirmava ter um projeto de lei neste sentido.

Hoje quero dar parabéns ao Ministro Lupi e ao Presidente Lula que fizeram aprovar a mudança na lei objetivando a proteção de todos os expatriados brasileiros.

O blog meu é um simples blog…mas será usado sempre que for necessário para falar dos direitos negados aos bancários da ativa e aposentados.

O Presidente Lula e o Ministro Lupi só podem merecer o aplauso deste humilde blog pela atualização da lei 7.064 que garante os direitos dos expatriados, notadamente os previdenciários.

Lei assinada no dia 03 de julho de 2009.

Lei 11.962 . Parabéns ao Presidente Lula e ao Ministro Carlos Lupi.Expatriado ou futuro expatriado:leia e exija seus direitos.

9, julho, 2009 Sem comentários

LEI Nº 11.962, DE 3 DE JULHO DE 2009

DOU 06.07.2009

Altera o art. 1º da Lei nº 7.064, de 6 de dezembro de 1982, estendendo as regras desse diploma legal a todas as empresas que venham a contratar ou transferir trabalhadores para prestar serviço no exterior.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O caput do art. 1º da Lei nº 7.064, de 6 de dezembro de 1982, que dispõe sobre a situação de trabalhadores contratados ou transferidos para prestar serviço no exterior, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Artigo 1º Esta Lei regula a situação de trabalhadores contratados no Brasil ou transferidos por seus empregadores para prestar serviço no exterior.

(…)” (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de julho de 2009; 188º da Independência e 121º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Celso Luiz Nunes Amorim

Carlos Lupi

Miguel Jorge

Empresa com funcionários fora do país terá de ampliar benefícios

9, julho, 2009 Sem comentários

Nota do blog:

1-Espero que o RH da Banco Santander S.A leia essa noticia e a lei11.962/2009.

2-Essa senhora Nacy Tancsik (será mais uma estrangeira?) deveria ir trabalhar na África,Bolívia,Gabão,Angola,Cazakstão,Afeganistão, para ela ver o que é bom prá tosse. Porque será que ela está preocupada com os custos das empresas? Será que ela não sabe que as empresas que decidem ir para o exterior o fazem porque querem lucros cada vez maiores? Deve ser uma analista dos tantos que existem no Brasil e que não entendem absolutamente de nada do que falam.Ou falam prá agradar a imprensa golpista e às empresas exploradoras de expatriados.

3-Pelo menos ninguém vai precisar esperar anos (tempo da justiça brasileira) para ver seus direitos reparados.


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Empresas que contratam trabalhadores para atuar no exterior ou transferem funcionários terão de ampliar benefícios trabalhistas. Segundo a lei 11.962/ 2009, publicada nesta semana, as companhias devem pagar INSS, FGTS, aumentos negociados em convenções coletivas e outros benefícios.
A nova lei regulariza o que ocorria na prática, mas só depois que esses profissionais entravam com ações na Justiça brasileira pedindo o pagamento dos encargos.
Márcio Túlio Viana, da Universidade Federal de Minas Gerais e da PUC Minas, diz que os juízes determinavam o pagamento por analogia à lei existente desde 1982 que diz que empresas de engenharia com atuação no exterior devem pagar direitos. Viana diz que a nova lei é positiva porque estende a proteção a todos. “A lógica do direito do trabalho é aumentar a proteção ao trabalhador.”
Nancy Tancsik, especializada em direito do trabalho, afirma que a lei é boa para os trabalhadores, mas aumenta os custos das empresas. Ela defende que a lei criada na década de 1980 não é adequada para os tempos atuais e que só prevê o trabalho temporário no exterior, e não a transferência definitiva do funcionário. “Hoje, a pessoa vai para fora e alcança o mundo. Isso é bacana, mas a lei não acompanhou a mudança. O funcionário vai morar fora do país e a empresa tem que ainda pagar INSS e FGTS.” (VERENA FORNETTI)

O Governo da Suissa adora seus Bancos e suas atividades:Lavagem de dinheiro,evasão fiscal e de divisas,etc.

9, julho, 2009 Sem comentários
Algum leitor do blog sabe o endereço deles no Brasil?

Nota do blog: A Suissa é o paraiso fiscal mais importante do planeta e é chegada a hora de acabar com esta situação.

Também é importante que o Governo brasileiro exija dos Bancos suissos e dos brasileiros-americanos como o Delta Bank o repasse de todas as informações sôbre as pessoas que mantêm conta no exterior de forma irregular, o que é a maioria.

Lembrando sempre que a atividade de private banking internacional realizada pelo Delta Bank, UBS,Credit Suisse,Santander e tantos outros no Brasil é ilegal pois contribui para a evasão de divisas,fiscal,lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. Logo esses bancos são coniventes e incentivadores de ilegalidades. Sem contar que é uma atividade que só se realiza com a parceria de doleiros instalados confortávelmente na Av.Faria Lima,Av.Paulista, Av.São Luiz, Montevideo,Assuncion,etc.

O nosso Banco Central sabe como as coisas funcionam, mas não faz absolutamente nada. No tempo do FHC saiu do Brasil mais de 300 bilhões de dólares, sendo grande parte pela ponte de la amistad que liga Ciudad del est a Foz do Iguaçu. Aquela história dos carros fortes que iam e vinham…iam e vinham…

Até eu, que trabalhava nesta área fui e estou sendo prejudicado pelo Banco Real (atual Banco Santander S.A) e o Delta Bank por ter tido o meu contrato rescindido de forma simulada para proteger os interesses deles. Interesses? Leiam os vários posts sôbre o assunto.

O Brasil é um país pouco sério neste quesito e os Diretores do Banco Central não fazem nada para controlar a atividade de Bancos como o Delta Bank que atua aqui de forma clandestina. Ou alguém sabe o endereço deles?

Comenta-se nos meios bem informados e isentos que o Banco Central nada fêz e nada faz porque seus Diretores já tem lugar assegurados nesses Bancos ao término de seus mandatos ou de uma eventual demissão.

Pode ser…tudo pode acontecer no Banco central do Brasil…tudo acontece em Brasília…até e inclusive informações mais que privilegiadas para os Bancos. Lembrem-se dos escandalos do Fonte-Cidam.De Gaulle sempre teve razão.

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Suissa rejeita abrir dados bancários aos Estados Unidos Governo Suisso ameaça confiscar informações sôbre 52.000 clientes para que elas não sejam repassadas às autoridades americanas.

O governo suíço decidiu jogar todo o seu peso na disputa entre o UBS e a Justiça dos Estados Unidos ao anunciar ontem que proibirá a revelação de dados sigilosos de clientes do banco, conforme exigem as autoridades norte-americanas.
É mais uma escalada na batalha legal travada há meses nos EUA pelo maior banco suíço, acusado de facilitar a sonegação fiscal para milhares de contribuintes americanos. Em fevereiro, o UBS pagou multa de US$ 780 milhões e revelou dados de 255 clientes para fechar um processo penal e não perder sua licença nos EUA.
Entretanto, um processo civil que intima o banco a fornecer informações de 52 mil contribuintes do fisco americano continua aberto e culminará em audiências judiciais marcadas para a próxima semana. Na semana passada, o Departamento de Justiça americano reiterou que deseja que sejam revelados os dados sobre esses clientes do UBS.
Com a advertência feita ontem, o governo suíço se antecipa às audiências, nas quais a intimação deverá ser renovada. O banco até agora se negou a fornecer os dados, alegando que está proibido pela lei suíça de cumprir a intimação.
Em um comunicado divulgado em seu site na internet, o Ministério da Justiça suíço afirma que poderá até confiscar os dados exigidos pelos Estados Unidos caso a exigência seja mantida. Na Suíça, onde a sonegação não é um delito penal, a legislação proíbe que os bancos revelem dados de clientes, salvo em casos de atividade criminal comprovada. Executivos de bancos que quebrarem o sigilo de um cliente podem ser multados ou até presos.
A interferência do governo suíço aumenta a tensão criada pela batalha legal envolvendo o UBS, que ganha cada vez mais contornos de uma guerra diplomática entre Berna e Washington. Além disso, aumenta a pressão sobre o banco suíço, uma das instituições mais atingidas pela crise financeira.
Diante da insistência dos americanos em obter os dados sigilosos, as autoridades suíças decidiram intervir, embora ainda torçam para que a disputa termine com um acordo. Em visita aos EUA, a ministra da Economia suíça, Doris Leuthard, reconheceu que o UBS cometeu erros e que terá que “pagar um preço”.
Especialistas estimam que um acordo não custará menos de US$ 4 bilhões aos cofres do UBS. As autoridades americanas, contudo, não parecem dispostas a recuar, argumentando que o banco admitiu ter realizado operações que violaram as leis fiscais do país.

Pressão
Além de criar séria ameaça para a sobrevivência do UBS nos Estados Unidos, a disputa legal deflagrou uma onda de pressão internacional sem precedentes contra o polêmico sistema bancário da Suíça, onde, acredita-se, está um terço da fortuna “offshore” do mundo.
Sob intenso cerco e o risco de ser incluída numa lista negra de paraísos fiscais feita pela OCDE (órgão do qual ela faz parte), a Suíça concordou em março em relaxar suas regras e respeitar as normas internacionais de combate à evasão fiscal.
Mas o governo suíço ressalvou que o sigilo bancário não será extinto e que a revelação de dados só ocorrerá em casos pontuais e no contexto de acordos bilaterais.