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É a glória: The Economist cita Arthur Virgilio Cardoso, o Senador da Casa dos Horrores mais conhecido como boto cor de rosa.
10/julho/2009 18:57
Sugestão do amigo navegante Cardoso Neto:
Lots of senators, more or less across the political spectrum, are at fault. When the leader of the opposition Party of Brazilian Social Democracy went on a jaunt to Paris, for example, the Senate paid his hotel bill. (He says this was a “loan”.) It therefore might seem unfair that Mr Sarney is under pressure to resign.
(Muitos senadores, de todo o espectro político, cometeram erros. Quando o líder do partido de oposição, o PSDB (quem é ? Ele, Arthur Virgilio Cardoso – PHA), foi dar uma voltinha em Paris, por exemplo, o Senado pagou a conta do hotel. (Ele diz que foi um ‘empréstimo’) Portanto, seria injusto só Sarney ser pressionado a renunciar.)
Site do PHA-Conversa Afiada
Tem uma pasta da CPI do Banestado na Casa dos Horrores com o nome de 100 clientes do Delta Bank.Vejam o que descobri hoje na internet.
Correio Braziliense publica matéria que revela novas informações CPI do Banestado. Senador Ney Suassuna, do PMDB-PB, movimentou no período de 1998 a 2003 pelo menos cerca de US$ 3 milhões em sua conta particular Key West (nome de uma localidade na Flórida) no Delta Bank de Miami.
Leia a matéria na íntegra:
‘Os dólares ocultos do senador’
Abandonada numa sala secreta no subsolo do Senado, uma pasta sanfonada marrom guarda um segredo de Estado que o relator e representante do governo na CPI do Banestado, deputado José Mentor (PT-SP), esforça-se desde março para esconder. Entregue a assessoria do Mentor pelo procurador distrital de Nova York, Robert Morgenthal, a pasta contém cerca de cem documentos que comprovam que o vice-líder do governo no Congresso, senador Ney Suassuna (PMDB-PB), movimentou no período de 1998 a 2003 pelo menos cerca de US$ 3 milhões em sua conta particular Key West (nome de uma localidade na Flórida) no Delta Bank de Miami.
O simples fato de manter conta no exterior não é crime. No entanto, a papelada da pasta marrom mostra que toda a dinheirama do senador seguiu para o Delta Bank por intermédio de uma rede clandestina de doleiros brasileiros e uruguaios que tinham contas na agência do Banestado de Nova York. De acordo com a chamada Lei do Colarinho Branco, constitui crime contra o sistema financeiro remeter dinheiro ao exterior por meio de doleiros sem autorização do Banco Central.
Colarinho branco
Aprovada pelo Congresso em 1986, a lei também considera crime manter contas no exterior que não estão declaradas à Receita Federal. Atual presidente da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Suassuna pode ainda responder processo por crime eleitoral se não tiver declarado a conta no Delta Bank ao Tribunal Regional e Eleitoral (TRE) da Paraíba quando se candidatou em 1999 a uma vaga ao Senado. Segundo o Código Eleitoral, o candidato que omite bens à Justiça está sujeito a perda do mandato.
O teor dos documentos da conta Key West foi obtido com exclusividade pelo Correio. A Polícia Federal e o Ministério Público já solicitaram toda a papelada do MTB à CPI. Aberta no ano passado na Câmara e no Senado para apurar as remessas irregulares para o exterior, a CPI encerra suas atividades no dia 15 de dezembro.
De acordo com os documentos, o senador tem como sócio na conta Key West seu filho Rodrigo Suassuna. A farta documentação é formada por cerca de 50 extratos bancários e outros 50 documentos que esmiuçam a conta. Os extratos indicam, por exemplo, que a conta no Delta Bank recebeu três depósitos de US$ 1 milhão, cada um por intermédio da rede de doleiros. Há também no meio da papelada uma correspondência de Suassuna ao Delta Miami. Nesse documento, o senador pede que o nome da conta, batizada inicialmente de Nero (iniciais de Ney e de Rodrigo), seja mudado para a Key West. A assinatura do Suassuna aparece em toda essa papelada. No meio dos documentos surgem também várias transferências de dinheiro do Colégio Anglo-Americano, de propriedade do senador no Rio, para a conta no Delta Miami Bank.
As contas ônibus
Seguindo a premissa do mundo da lavagem de dinheiro de que o dinheiro sujo tem de rodar em várias contas (apelidadas de ônibus) antes de chegar a seu destino final, o senador utilizava uma rede laranjas e de doleiros uruguaios com conta na agência do Banestado para enviar toda a dinheirama até Miami. Inicialmente, os laranjas e os doleiros se encarregavam de transportar os dólares até as contas abertas por doleiros na agência do Banestado em Nova York. De lá, a grana seguia para as contas de doleiros no MTB Bank ou para as contas do escritório de lavagem de dinheiro Beacon Hill no Chase Manhattan Bank.
Localizado no centro nervoso de Manhattan, o escritório da Beacon Hill, que motivou a prisão de doleiros brasileiros durante a Operação Farol da Colina, da Polícia Federal, foi fechado no ano passado pelas autoridades norte-americanas. Os doleiros do MTB Bank e da Beacon Hill recebiam a missão de levar todo o dinheiro até o destino final: a conta Key West.
Segundo os extratos de transferências bancárias, o senador se utilizava também das contas de doleiros para trazer de volta para o país todo o dinheiro depositado na conta de Miami por meio das chamadas operações cabo. Quando precisava de dinheiro, Suassuna transferia o dinheiro da Key West para a uma conta de um doleiro qualquer nos EUA, que lhe entregava os dólares em espécie no Brasil. No dia 8 de dezembro de 1998, por exemplo, o senador transferiu de sua conta em Nova York US$ 140 mil para a conta da General Star, uma offshore de doleiros uruguaios. Como era de costume, o senador não teve nenhum problema para pegar os dólares no Rio.
Problemas na base
Movimentações como essas comprometem a estratégia do governo e do relator da CPI, José Mentor, de excluir do relatório final da CPI o nome de políticos da lista de pessoas que enviaram recursos ilegais para o exterior. O governo pretende, com a medida, evitar uma nova crise no Congresso, especialmente com o PMDB, que ameaça abandonar a aliança com o PT.
Em função disso, até terça-feira Mentor não tinha oficializado na CPI um montante de 32 caixas marrons cheias de documentos que detalham as contas de brasileiros no exterior. Desse montante, seis caixas reúnem exclusivamente as contas de cerca de 100 brasileiros no Delta Miami Bank. Os documentos da conta de Suassuna estão na caixa número um. Todo esse material, entregue pelo promotor de Nova York Robert Morgenthal a um assessor de José Mentor, está jogado no chamado cofre da CPI, que nada mais é do que uma sala de cinco metros quadrados. Esse local secreto é chamado de labirinto porque para se chegar até ele é necessário antes se passar por três portas trancadas a chave.
No início da semana, chegaram à CPI requerimentos da Polícia Federal e do Ministério Público solicitando toda essa papelada, que finalmente pode sair do porões do Senado para fundamentar as investigações da PF e do Ministério Público. Ironicamente, antes da abertura da CPI, Suassuna presidiu as sessões da Comissão Fiscaliza Controle da Câmara do Senado em que procuradores da República e policiais federais explicaram aos senadores os mecanismos de remessa irregulares de recursos para o exterior por intermédio do Banestado.
Expatriados do ex-Banco Real S.A que trabalham atualmente para o Delta Bank nos EUA,Suissa,G.Cayman,Paraguai,Uruguai,Cazaquistão,etc.
Dizem que os americanos não gostaram do Guaraná Samba pois era muito doce. Faz sentido.
Lembrem-se que quem transferiu vocês para o exterior foi o Banco Real S.A do Brasil atualmente Banco Santander S.A e provávelmente existem direitos que foram usurpados quando passaram vocês para o Delta Bank.
Sugiro a todos que procurem ver, junto ao INSS e à CEF a situação de suas contribuições,saldos e sobretudo tempo de contribuição. É quase certo que vocês irão constatar que recolhimentos não foram efetuados como previsto no regulamento de transferência para o exterior.
O ideal é que cada um saiba sua situação para futura aposentadoria e procurem seus direitos na justiça, antes que seja tarde. Mas é claro que existem outras considerações quando se está ainda empregado…
Documentem-se.
Seus dois chefes quando, com informações privilegiadas,sairam do Banco Real para o Delta Bank foram indenizados pelo Grupo em dólares americanos e nem imposto pagaram no Brasil. Tudo foi considerado nas indenizações pagas.
Aliás foram os dois únicos que receberam indenizações o que configurou tratamento diferenciado e especial,notado inclusive pelos auditores externos.
Em breve posso publicar a cópia integral dos pagamentos efetuados pois ví com meus olhos a autorização dada e a provisão efetuada poucos dias antes da transferência do contrôle acionário para o AbnAmro.
Leiam os posts sôbre a nova lei aprovada pelo Governo do Presidente Lula .
CPI da Petrobrás vai golpear os que a promovem
10/julho/2009 14:35
O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, hoje, no Jornal do Brasil
A oposição e a CPI da Petrobras
10/07/2009
Por Mauro Santayana
O governo decidiu aceitar a instalação da CPI da Petrobras. Poderia tê-lo feito antes, uma vez que dispõe de maioria no Senado. Agira com prudência, ao tentar impedi-la, porque a Petrobras – a maior empresa brasileira, e uma das maiores do mundo – tem as suas ações negociadas nas bolsas internacionais, e qualquer suspeita sobre suas atividades lhe acarretará danos. Duas devem ter sido as razões principais que orientaram o Planalto a solicitar a instalação do colégio investigador. Diante da crise na Câmara Alta, é melhor que a instituição saia do círculo de giz, e passe a atuar, ainda que por iniciativa da oposição e contra o próprio governo, e o presidente confia na lisura das atividades da empresa. Além disso, as principais figuras da oposição se encontram enodoadas com os escândalos. Se o Senado se encontra desmoralizado diante da opinião pública – e é inegável que assim está – situação e oposição se acham sob a mesma tacha. Escapam, como tantos já constataram, algumas poucas ovelhas, em rebanho enegrecido pelas cinzas da corrupção. As circunstâncias fecham com escolhos o trajeto da CPI. Dificilmente as suas sessões serão acompanhadas pelo interesse da cidadania, cansada dos mesmos comediantes de sempre.
A Petrobras, com todos os seus êxitos, vale mais como símbolo da obstinação brasileira do que pelos seus resultados econômicos, por maiores eles sejam. Suas imensas receitas, que nos ajudaram a vencer as duras dificuldades do subdesenvolvimento, revelam a inteligência de nossos geólogos, engenheiros de minas, engenheiros mecânicos e trabalhadores comuns. Essa massa de pesquisadores e inventores não se reuniria, sem que a precedessem os atos políticos de brasileiros comuns, entre eles intelectuais e jornalistas, como Monteiro Lobato, Gondim da Fonseca, Domingos Velasco e Mattos Pimenta, Joel Silveira, Barbosa Lima, Oscar Niemeyer e muitos outros.
Os mais jovens não sabem o que é um povo sem petróleo. Durante muito tempo comprávamos, dos Estados Unidos, a gasolina a conta-gotas, e mantínhamos estoques de curta duração. A energia sempre foi arma estratégica. A partir do momento em que a gasolina servia de suporte a uma forma de vida – também ela importada do Norte – dela não poderíamos prescindir. Se houvesse, por acaso, uma guerra em que o Brasil se envolvesse com qualquer vizinho, bastaria aos norte-americanos fechar o nosso suprimento e favorecer o inimigo. Pouco a pouco, fomos construindo pequenas refinarias, mas sempre dependíamos do petróleo bruto, e esse estava sob o controle das sete irmãs. Temos a acrescentar que a iluminação elétrica era luxo de algumas cidades. A iluminação das casas, no vasto interior, quando não se fazia com o óleo de mamona, dependia do querosene Jacaré, produzido, importado e distribuído em latas de 20 litros pela Standard Oil. Nos morros do Rio de Janeiro e nos subúrbios das cidades maiores do resto do país, as lamparinas se alimentavam desse combustível.
Impingiram-nos a ideia de que no Brasil não havia petróleo. Os gases emanavam de fendas no solo, aqui e ali, e, de alguns poços pioneiros – como o de Lobato, na Bahia – ele chegou a jorrar com timidez, mas, segundo alguns, não tínhamos o óleo. Havia petróleo na Argentina, na Bolívia, no Paraguai, na Venezuela, na Colômbia, no Peru – não em nosso solo.
A criação da Petrobras custou o suor e o sangue de muitos brasileiros. Podemos encontrar dezenas de explicações para a morte de Getúlio, em agosto de 1954, todas marcadas pelo petróleo. A sanção da lei que criara a empresa, em outubro do ano anterior, enfrentou a reação orquestrada da grande imprensa, a serviço dos interesses externos. Vargas só contava com os trabalhadores e com os estudantes, que não dispunham do poder de mobilizar os militares, como fizeram Lacerda e outros. A Petrobras, que afrontou todas as dificuldades para consolidar-se, foi recentemente mutilada pelo governo tucano, que rompeu o monopólio estatal e abriu seu capital aos estrangeiros. A iniciativa da CPI, à parte o interesse em desestabilizar o governo, visa a favorecer a entrega do petróleo do pré-sal a empresas multinacionais. Se existem irregularidades na Petrobras, há como identificá-las e saná-las, mediante os organismos oficiais de controle, como o TCU, a CGU e o Ministério Público – com rigor, e sem espetáculo.
A CPI da Petrobras provavelmente terá o percurso de um bumerangue: golpeará os que a promovem.
Mauro Santayana -hoje no Jornal do Brasil
O The Economist deveria ter dado outros nomes para o Senado além de ” Casa dos Horrores”
1-Casa dos Horrores (assim chamada pelo The Economist)
2-Café Senado (em São Paulo chamam Café Photo)-dizem que lá tem um quartinho secreto feito pelo Diretor Agaciel para encontros intimos (de quem com quem?)
3-Igrejinha do Planalto (nome semelhante existia em Tucurui)
4-New Bahamas
Cada leitor do blog pode usar sua imaginação e atribuir um nome para o Senado digo Casa dos Horrores.
Só acho que andam esquecendo muito da Câmara dos Deputados. Lá o caldo deve ser bem mais grosso. Segura Michel.
“Fatos e Dados” o blog da Petrobrás concorre ao “Top 10 who are changing the world of Internet and Politics”
A votação – organizada pelo Politics Online e pelo World e-Democracy Forum – existe há dez anos e elegeu no ano passado como vencedor o site da campanha presidencial de Barack Obama.
O voto é aberto e não exige cadastro. Para votar e ver os outros indicados, clique aqui.
“The Petrobras’ blog Fatos e Dados, is the most important thing that has happened to Brazil’s people in recent years because provides a democratic real freedom – that was impossible with the traditional newspapers and TVs broadcast. Brazilian people feel hopeful that this blog Fatos e Dados has changed forever the face of the information we have from now on”. PoliticsOnline and the World eDemocracy Forum
Senador Mão Santa , um Senador improdutivo . Pense bem antes de votar nele senhores e senhoras do Piauí.
Seus apartes são sem pé e nem cabeça e quase sempre com citações desconexas e inúteis.Pura demagogia barata.
Qual a origem do nome político Mão Santa? Uns dizem que é porque era médico ..mas eu jamais teria coragem de ser operado por este Senador.
Outros dizem que é porque suas mãos se mostraram hábeis na administração dos recursos do seu estado – o Piaui. Talvez a melhor explicação para o nome.
Foi cassado pelo TSE por abuso de poder econômico e político. Mas logo depois foi reeleito Senador e voltou à Casa dos Horrores…pelo povo do Piauí.
Pelos meus levantamentos apenas 5% do seu tempo é gasto com aprovação de leis importantes para o Brasil. 95% é improtuvididade mesmo e o que é pior ganha uma fábula do nosso dinheiro público para ficar enrolando em Brasília.
Acorda Piauí.
Novo nome sugerido: Senador Mão Santa Lerolero.
Próximo Senador avaliado : Arthur Virgilio, aquele que teve suas despesas em Paris pagas pelo Senado ou melhor Casa dos Horrores, conforme publicado hoje no The Economist.






