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Arquivo de 11, julho, 2009

Sobre aquela pasta com dossiê de 100 clientes do Delta Bank que está num arquivo secreto na casa dos horrores em Brasilia. O blog está curioso.

11, julho, 2009 Sem comentários
Este humilde blog tem uma imensa curiosidade de saber o que existe na pasta que contêm o nome de 100 clientes do Delta Bank e que se encontra guardada nos arquivos secretos de uma sala secreta monitorada por cameras secretas da secreta Casa dos Horrores em Brasilia.
Um dos 181 diretores do Senado, ao que parece, tinha ou tem a missão de mantê-la a sete chaves e provávelmente seu cargo deve ser o de Diretor Secreto para assuntos secretos da CPI do Banestado, aquela que deu em nada ou melhor em pizza.

Como se diz lá em Minas estou pinicando de vontade de saber o conteúdo das citadas pastas, mas ao mesmo tempo fico aqui matutando: Porque só 100 clientes e não 300, ou 1000 ou ainda 3.000?

Só eu cuidava de mil.

Clientes de Bancos no exterior devem ficar atentos, sobretudo se trabalham com aqueles que tem um pé no Brasil,no Paraguai,Uruguai,etc.

90% das pessoas que abrem conta no exterior utilizam obrigatoriamente os serviços de doleiros que são os parceiros fundamentais e privilegiados dos Bancos que atuam aqui no mercado brasileiro.

Desafio qualquer Banco a demonstrar o contrário.

Mudando um pouco de assunto: Continuo na minha heróica missão de descobrir o endereço do Delta Bank fora dos estados Unidos e sobretudo aqui no Brasil. Até agora nada.Vou ter que apelar para o Banco Central pois preciso mandar uma correspondência oficial para eles.

Imagino que o Banco Central deve saber…ou não?

Prá quem não sabe o Delta Bank é aquele que determinou ao Banco Real a simulação da rescisão do meu contrato CLT… (veja vários posts sôbre o assunto)

Senador Efraim recebia 30% ou R$300.000 de propinas por mês. Na casa dos horrores se gritar pega ladrão não fica um meu irmão.

11, julho, 2009 Sem comentários

A revista ISTOÉ trás notícia nesta semana sobre o esquema milionário de DEM na primeira-secretaria do Senado, que envolveu pagamentos de propinas de até 30% sobre contratos, citando depoimentos que incriminam especificamente Efraim Moraes.

MONTAGEM SOBRE FOTOS ROBERTO CASTRO, MURILLO CONST
HERÁCLITO FORTES
Primeiro-secretário desde janeiro de 2009, isolou Aloysio na gráfica, mas nomeou o primo dele como gestor de compras.

ROMEU TUMA
Foi primeiro-secretário entre 2003 e 2004 pelo DEM, quando Aloysio comandava as licitações. Hoje está no PTB
MONTAGEM SOBRE FOTOS ROBERTO CASTRO, MURILLO CONST

MONTAGEM SOBRE FOTOS ROBERTO CASTRO, MURILLO CONST
ALOYSIO DE BRITO VIEIRA
Ex-presidente da Comissão de Licitação, está no Senado desde 1982 e é o personagem central do esquema

EFRAIM MORAIS
Primeiro-secretário de 2005 a 2008, é acusado de ter recebido R$ 300 mil mensais de uma prestadora de serviços
MONTAGEM SOBRE FOTOS ROBERTO CASTRO, MURILLO CONST
A primeira-secretaria do Senado Federal, é um feudo controlado há uma década com mão de ferro pelo DEMos (antigo PFL). Hoje está no posto Heráclito Fortes (DEM/PI). Sucedeu Efraim Morais (DEM/PB), e Romeu Tuma (na época no DEM/PFL, hoje no PTB).

A gestão do orçamento de R$ 2,7 bilhões por ano do Senado se dá nesta secretaria, na forma de uma caixa-preta, sem transparência, pois nenhum de nós sabe ao certo de que forma 81 Senadores consomem essa montanha de dinheiro.

Pois, o Ministério Público Federal começa a jogar uma luz nesta Caixa Preta.

Aloysio de Brito Vieira, o “Matraca”, é o elemento-chave.

Ex-presidente da Comissão de Licitação do Senado, se tornou o operador de um esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propinas que funciona com a conivência ou participação de alguns senadores do DEM.

O Ministério Público, já denunciou Aloysio po:
- formação de quadrilha;
- corrupção ativa;
- crimes da lei de licitações.

ISTOÉ teve acesso à ação criminal. A associação criminosa, diz o MP, beneficiou pelo menos duas empresas:
- Conservo Brasília Serviços Técnicos e
- Ipanema Empresa de Serviços Gerais de Transportes.

O MPF também denunciou Aloysio em ação civil de improbidade administrativa, na qual ele poderá ser condenado a restituir R$ 36,8 milhões ao Senado, por desvios nas licitações para contratação de veículos, de vigilância desarmada e para serviços de rádio e televisão.

Na tarde da quinta-feira (9), a revista ISTOÉ apresentou documentos a um dos cabeças da organização que revelou como funcionava o esquema.

Propinas de 30% para Efraim Morais Apenas uma empresa pagava R$ 300 mil por MÊS em propinas.Este Senador não é flôr que se cheire.

11, julho, 2009 Sem comentários
Para fazer parte do pool de fornecedores do Senado, empresas eram obrigadas a pagar uma propina que, dependendo do valor do contrato, poderia chegar a 30%.
“Só a empresa Ipanema foi obrigada a pagar R$ 300 mil reais por mês para o primeiro-secretário Efraim Morais”, contou.

A Ipanema Empresas de Serviços Gerais de Transportes Ltda., que recebia cerca de R$ 30 milhões por ano pela terceirização dos funcionários da agência, jornal, rádio e TV da Casa, atuou no Senado até o final de março.

Outras empresas como a Delta Engenharia Indústria e Comércio Ltda. e a Brasília Informática também teriam pago comissões a Efraim, segundo o participante do esquema.

Durante a gestão de Efraim à frente da primeira-secretaria, o dinheiro desviado chegava às mãos do senador por intermédio do assessor parlamentar Eduardo Bonifácio Ferreira.

Era ele quem levava o pacote com a dinheirama até o gabinete do senador democrata.
A importância de Bonifácio era tamanha que ele detinha a chave do gabinete do primeiro-secretário.
Bonifácio chegou a ser filmado e fotografado pelo serviço de inteligência da Polícia Federal, a partir do circuito interno de câmeras do Senado.
Mesmo depois de perder o cargo de assessor, ele continuou com a chave do gabinete.

Segundo detalhou à ISTOÉ o integrante do grupo, os pagamentos mensais eram feitos em cima das faturas dos contratos. Assim que a fatura das empresas chegava ao banco, o percentual da propina era automaticamente retirado.

Ligado ao senador paulista Romeu Tuma (que foi primeiro-secretário pelo PFL/DEM e hoje é filiado ao PTB), Aloysio de Brito Vieira entrou no Senado como servidor efetivo em 1982 e trabalhou no setor de compras e serviços a partir de 1999.

Em 2003 deixou a área formalmente, mas continua a manter contatos com as empresas fornecedoras.

Em março de 2008, Aloysio assumiu outra área sensível na Casa.

Pelas mãos de Efraim, foi guindado à presidência da comissão encarregada de cuidar da verba indenizatória.

Ali, atestou as suspeitas notas apresentadas pelos senadores. Este ano, em meio à crise em que mergulhou a Casa, Aloysio foi acomodado, por orientação do novo primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), numa pequena sala localizada na gráfica da Casa.

Submergiu para sair dos holofotes. Mas o setor de compras pouco mudou de mãos. Sem alarde, seu sócio e primo Max Silveira Vieira foi nomeado por Heráclito na terça-feira 7, por meio do ato número 35 de 2009, para a Comissão de Gestão de Contratos.

Depois que começou a operar a caixa-preta do DEM no Senado, Aloysio engordou seu patrimônio.

Construiu uma mansão avaliada em R$ 2 milhões em Pirenópolis (GO), comprou apartamentos, carros de luxo, terrenos e, em sociedade com Max, um restaurante, o Unanimitá. “Gastei R$ 300 mil para fazer a reforma na casa. Esse é o valor dela”, afirma Aloysio.

A família ainda tem um braço na área de informática: Vitor Guimarães Vieira, que, em 2005, durante a gestão de Efraim na primeira-secretaria, foi diretor executivo do Interlegis (portal dos poderes legislativos).

Banco Central descobre conta que seria de Sarney no exterior. Falta dizer algumas coisas e este humilde blog pergunta?

11, julho, 2009 Sem comentários

Perguntas deste humilde blog:

1-Em qual Banco está conta do José Sarney? No Banco Santos?Duvido.

2-Quando ela foi aberta? Com quanto? Foi doação ao caixa 2? Quem doou? Houve doleiros? Quais?

3-O Banco Central já fiscalizou outras contas da familia no BS e em outros Bancos? Por exemplo: Delta Bank,Opportunity,UBS,Credit Suisse? Encontrou algo?

4-Naquela pasta da CPI do Banestado na Casa dos Horrores e nas outras pastas não haveria alguma pista? Inclusive de outros politicos?

Eu tenho um palpite…mas é apenas um palpite: Se procurar vai terminar achando muita coisa naquel pasta com 100 nomes de clientes do Delta Bank. Sarney pode aproveitar e abrir a pasta.Seria ótimo.

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Auditores do BC encontraram uma contabilidade clandestina no falido Banco Santos – e ela indica que o presidente do Senado, José Sarney, tinha uma conta no exterior

De Alexandre Oltramari:

Em junho de 2001, o presidente do Senado, José Sarney, esteve em Veneza, na Itália, ao lado do banqueiro Edemar Cid Ferreira, amigo de mais de três décadas. Eles foram acompanhar a cultuada Bienal de Artes da cidade. Sarney e Edemar visitaram exposições e foram a festas.

Semanas depois, já em São Paulo e de volta ao trabalho, o então dono do Banco Santos mandou registrar em seu computador detalhes financeiros da temporada da dupla em Veneza. O registro faz parte dos milhares de arquivos digitais que integram o processo sigiloso de liquidação do banco.

O documento tem como título “JS-2″. Em sete linhas ele relata a movimentação de uma conta em dólares no exterior. Há um ano, VEJA teve acesso a esse e outros documentos do rumoroso caso de liquidação extrajudicial do Banco Santos.

Na semana passada, finalmente ficou claro que JS-2 era o nome-código de uma conta em dólares de José Sarney e que as anotações feitas em 10 de junho de 2001, exatamente no dia da abertura da Bienal, se referiam a movimentações de fundos.

Edemar registrou a entrega de 10.000 dólares em Veneza a “JS”. Edemar Cid Ferreira se referia ao presidente José Sarney em documentos do banco recolhidos pelos interventores e em poder da Justiça pelas iniciais “JS.” Caso encerrado?

As evidências são inequívocas, mas à polícia e à Justiça cabe a palavra final.

Procurados por VEJA, tanto Sarney quanto Edemar garantiram desconhecer os fatos apurados pelos interventores e pela Polícia Federal e registrados nos documentos que ilustram estas páginas. Essa é uma questão que cabe à Justiça dirimir.

Como também cabe às autoridades determinar se essa conta e os fundos nela contidos são de origem legal e se foram devidamente declarados à Justiça Federal. Não é crime ter conta no exterior.

Crime é mandar para fora os recursos sem conhecimento das autoridades e sem comprovar a licitude de sua origem. Por enquanto, o que os documentos significam é mais um grande constrangimento para o presidente José Sarney em um momento em que ele já se encontra assoberbado por uma série de denúncias extremamente graves.

A simples proximidade com o controlador do Banco Santos é problemática. Edemar foi condenado pela Justiça, em primeira instância, a 21 anos de cadeia, já passou duas temporadas em uma penitenciária em São Paulo e está com todos os bens bloqueados pela Justiça.

Os documentos referentes à conta de José Sarney estão anexados a outros que os fiscais do BC coletaram no curso de uma investigação bem mais ampla das atividades financeiras clandestinas do Banco Santos. Nos computadores apreendidos foram localizadas trocas de mensagens entre a secretária de Edemar, Vera Lúcia Rodrigues da Silva, e um conhecido doleiro de São Paulo.

Eles combinavam pagamentos e entregas a clientes de dinheiro vivo, em dólares e reais – tudo sem nenhum registro contábil oficial. Algumas dessas operações, segundo a polícia, referem-se a comissões que Edemar Cid Ferreira pagava a dirigentes de fundos de pensão de empresas privadas e estatais que, a despeito de ter interventores instalados no banco e dos rumores de quebra, mantinham altas somas aplicadas ali.

O arquivo “JS-2 – Posição exterior JS” foi encontrado nessa má companhia. Ele identifica a movimentação da conta que, em 30 de outubro de 1999, registrava saldo no exterior de 870 564 dólares, o equivalente, então, a 1,7 milhão de reais. Além da entrega de dinheiro em Veneza, o arquivo “JS-2″ expõe outras duas retiradas.

A primeira, em 18 de dezembro de 2000, é de 4 717 dólares, ou 10 000 reais, segundo a conversão anotada na planilha, e não especifica o destino dos recursos. A segunda, em 21 de março de 2001, descreve um saque de 2 273 dólares, também convertidos em reais.

Especifica-se o destinatário: “Valor entregue na Al. Franca”. A família Sarney tem um apartamento na Alameda Franca, em São Paulo, onde, recentemente, se hospedou a governadora Roseana Sarney depois de se submeter, na capital paulista, a uma cirurgia para correção de um aneurisma.

A relação íntima e histórica de José Sarney com Edemar Cid Ferreira, os negócios do ex-banqueiro em áreas de influência política do senador e a coincidência entre as iniciais JS são, repita-se, apenas evidências, quase inequívocas, sim, mas apenas evidências, de que ambos se associaram na prática dos delitos financeiros consubstanciados nos documentos em poder da Justiça.

A dúvida sobre se as iniciais JS se referem mesmo a José Sarney não existe. A prova disso está em outro documento em posse da Justiça ao qual VEJA teve acesso: a agenda de Edemar. A letra “J” registra nomes conhecidos como José Serra, Jô Soares, Jayme Sirotsky, Jorge Santana e João Santos.

Entre nomes completos está a sigla “JS”. Clicando em cima das iniciais abre-se uma página intitulada “Contatos JS”. Nesse arquivo estão armazenados todos os endereços de José Sarney em Brasília e em São Paulo e todos os telefones, inclusive de secretárias, ajudantes de ordens e seguranças do presidente em Brasília, São Luís e Macapá.

“As referências a José Sarney em muitos documentos encontrados no banco eram feitas simplesmente pela sigla JS”, confirma um dos auditores do Banco Central que participaram do processo de liquidação do Santos e não pode se identificar.

A suspeita de que mantinha uma arca milionária e secreta no exterior, administrada pelo amigo banqueiro, é terrível para o presidente do Congresso porque suas declarações de imposto de renda não registram dinheiro no exterior no período contemplado pela contabilidade do Banco Santos.

Além disso, os dólares de “JS” equivaliam a 1,7 milhão de reais em 1999 – 74% do patrimônio total declarado por Sarney à Justiça Eleitoral em 1998, quando concorreu ao cargo de senador pelo Amapá.

Questionado por VEJA sobre a existência de recursos de sua propriedade no exterior, entre 1999 e 2001, o senador foi enfático. Por meio de sua assessoria de imprensa, Sarney informou que não manteve recursos fora do país nesse período.

Sobre a coincidência entre o repasse de dinheiro exatamente no período em que esteve em Veneza, o senador disse apenas que “isso não me diz respeito”. O presidente do Congresso confirmou que fora à Bienal a convite de Edemar com as despesas de passagem e hospedagem pagas pelo ex-banqueiro.

Envolvido em uma espiral de denúncias desde que assumiu o comando do Congresso, o senador também é mencionado de maneira explícita numa agenda em que o ex-banqueiro lista tarefas que precisava cumprir no dia 1º de novembro de 2004 – onze dias antes da intervenção do BC em seu banco.

A agenda deixa evidente que a relação entre o senador e o ex-banqueiro não era apenas de amizade ou interação intelectual. Em um dos itens, logo abaixo do nome de Sarney, aparece o nome da estatal Eletrobrás. A empresa, comandada por gestores indicados pelo senador desde o início do governo Lula, é uma das patrocinadoras do fundo de pensão Real Grandeza.

Dos cinco maiores fundos de pensão que perderam recursos com a quebra do banco, o Real Grandeza foi o maior prejudicado. Sofreu um prejuízo de 153,6 milhões de reais. O Nucleos foi outro fundo que ficou no prejuízo com a liquidação do Santos. Ele pertence aos empregados das estatais do setor nuclear, uma área notoriamente controlada por pessoas indicadas pela ala do PMDB mais ligada a Sarney.

A relação entre o ex-banqueiro e o senador sempre foi pontuada por episódios estranhos. Há cinco anos, um dia antes da intervenção do BC no Santos, Sarney conseguiu retirar 2,2 milhões de reais que tinha investido no banco do amigo. Entre as centenas de aplicadores no banco de Cid Ferreira, Sarney foi o único que conseguiu salvar suas economias, escapando do bloqueio imposto pelo BC aos outros investidores.

O presidente afirmou, então, que mandara sacar o dinheiro por causa dos rumores no mercado dando conta da péssima saúde financeira do Santos. Sarney negou ter recebido informação privilegiada.

Em entrevista a VEJA, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira disse ter ordenado a transferência por conta própria. “Sarney nunca me pediu para retirar o dinheiro do banco. Eu que o fiz”, afirmou. A explicação sobre a origem do dinheiro também não convence muito.

Como os 2,2 milhões de reais não apareciam em sua última declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Sarney afirmou que o dinheiro fora obtido com a venda do Sítio do Pericumã, uma fazenda de 268 hectares que mantinha nas imediações de Brasília. O presidente, porém, continuou a usar normalmente a propriedade que afirmou ter vendido.

Desde que perdeu o banco, Edemar Cid Ferreira vem amargando um período de purgação. O ex-banqueiro garantiu a VEJA que o Santos nunca foi depositário de recursos de terceiros no exterior. E acrescentou: “Desconheço a existência de um arquivo JS-2 em meu computador. Não sei quem criou, quando e com que propósito”.

O arquivo JS-2, segundo os registros digitais que podem ser verificados no próprio computador do ex-banqueiro, foi criado no dia 3 de julho de 2001, às 10h05, por uma funcionária chamada Vera – mais precisamente Vera Lúcia Rodrigues da Silva, secretária de Edemar, a mesma que, de acordo com a polícia, operava as contas e fazia os pagamentos clandestinos do Banco Santos. Com a palavra final, a Justiça.

Revisão da Poupança.STF mantém julgamentos.Bancos,como sempre,tentam tirar proveito em cima dos clientes.

11, julho, 2009 Sem comentários

Luciana Lazarini
do Agora

Os 500 mil poupadores que têm uma ação na Justiça para a revisão da poupança com base nas diferenças dos planos econômicos venceram ontem mais uma etapa. O STF (Supremo Tribunal Federal) não autorizou o pedido dos bancos para suspender o julgamento dos processos.

Assim, por enquanto, as ações que pedem as diferenças dos planos Bresser (que garante uma revisão de 8,04% sobre o saldo da época), Verão (20,36% de revisão) e Collor 1 (44,8% de correção) continuam sendo julgadas –normalmente de forma favorável aos poupadores.

De acordo com o pedido da Consif (Confederação Nacional do Sistema Financeiro), as revisões representam um risco para o sistema bancário de mais de R$ 100 bilhões. Para a Caixa Econômica Federal, o risco seria de R$ 35 bilhões, o o triplo de seu patrimônio.

Agora, o processo dos bancos contra as revisões volta à Procuradoria Geral da República e terá um parecer de um procurador. Na sequência, será avaliado pelos 11 ministros do Supremo. Para que as ações sejam suspensas, será preciso que pelo menos seis ministros votem a favor das instituições financeiras.

Para o especialista Alexandre Berthe, a decisão de ontem é um avanço. “De acordo com o histórico do Supremo, acho difícil ter essa maioria absoluta a favor dos bancos.

De acordo com a advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Karina Grou, havia o receio de que a Justiça autorizasse a suspensão. “Mas os poupadores podem ficar mais tranquilos, pois o processo correrá normalmente”, afirma.

Os planos econômicos foram uma tentativa de o governo de controlar a inflação no período. Há três planos em que o poupador, devido à troca de índices de correção, tem direito à revisão: Bresser, Verão e Collor 1. Para o Plano Collor 2, ainda não há uma conclusão definitiva se há correção.

Resposta
Para a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o STF só verificou que não havia fatos novos no pedido feito pelos bancos, e a questão está sendo encaminhada de acordo com a rotina processual.

A Caixa não comentou a informação sobre o impacto das ações sobre o seu orçamento.

Os bancos argumentam que não foram culpados pelas mudanças durante os planos econômicos.