Arquivo

Arquivo de 1, fevereiro, 2010

Nove em cada dez analistas mostram preocupação de o PSDB voltar a comandar o país

1, fevereiro, 2010 Sem comentários
Assim como analistas e investidores cobram o andidato à presidência José Serra (PSDB) em relação a um posicionamento mais claro do que será a política econômica de um eventual governo do PSBD.
Segundo o jornal Correio Braziliense, até bem pouco tempo, seria absurdo pensar na possibilidade de o mercado financeiro levantar qualquer suspeita sobre uma administração tucana, associada a gestões responsáveis, comprometidas com um Estado enxuto e medidas ortodoxas de controle da inflação. Mas, hoje, nove em cada dez analistas mostram preocupação diante das chances reais de o PSDB voltar a comandar o país a partir de janeiro de 2010.
A desconfiança ganhou corpo depois das declarações do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, em entrevista à revista Veja, de que, “sem dúvida nenhuma”, no governo tucano, se mexerá na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação — o tripé-base da economia. Por mais que Guerra tenha tentado, desde então, negar o que disse, aumentou a suspeição quanto ao que Serra fará se vencer a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, do PT, em outubro próximo.
Serra nunca foi o candidato preferido do mercado financeiro, por considerá-lo intervencionista demais. Portanto, quando o presidente do PSDB diz que, no governo tucano, tudo será diferente na política econômica que, nos últimos dez anos, conseguiu finalmente mudar o Brasil de patamar e garantir crescimento a taxas superiores a 4% ao ano sem pressões inflacionárias, só resta aos que tripudiam o governador de São Paulo aumentar o tiroteio contra ele.
Mercado cobra caro
Apesar de ciente do estrago, Serra acredita que ainda não é o momento de tornar público o seu projeto de política econômica, até porque não assumiu oficialmente a sua candidatura, por mais explícita que ela seja.

Em meio à postura arredia de Serra, o mercado tenta mapear quem serão os nomes fortes da equipe econômica tucana. Ainda que inexpressivos politicamente, dois nomes têm circulado entre os analistas. Os de Mauro Ricardo Costa, hoje secretário de Fazenda do estado de São Paulo, para o Ministério da Fazenda, e de Gesner Oliveira, atual presidente da Sabesb, para a presidência do Banco Central. São especulações? Com certeza. Mas elas têm feito parte do cenário traçado pelo mercado, e vêm sendo embutidas nos elevados “prêmios de risco” cobrados pelos investidores para atravessar o ano de eleições presidenciais

Dilma aperta Serra e diferença já é de apenas 5%.No norte e nordeste Dilma ganha em todos os estados.

1, fevereiro, 2010 Sem comentários

Dilma aperta Serra

O que disse Lula quando o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, pediu socorro na última quarta-feira para tornar viável a candidatura a presidente da República do deputado Ciro Gomes (PSB-CE)?

Os dois conversaram a respeito antes de Lula ser internado às pressas no Hospital Português do Recife. Sua pressão arterial era de 18 por 12.

Eduardo havia argumentado com Lula que a candidatura de Ciro seria vital para impulsionar o crescimento do PSB e ampliar as chances de Dilma Rousseff derrotar José Serra (PSDB) em um possível segundo turno.

Dos 10 candidatos do partido a governos estaduais, cinco lideram as pesquisas de intenção de voto. O PSB tem 29 deputados federais. Imagina eleger entre 40 a 45.

Como presidente do PSB, Eduardo pretendia que Lula cedesse a Ciro o passe de dois pequenos partidos, talvez o PC do B e o PP. Sem tal favor, Ciro não será candidato, garantiu Eduardo.

É mínimo o tempo de propaganda eleitoral do PSB no rádio e na televisão. Só aumentará via coligação com outros partidos. Lula também poderia indicar fontes de financiamento para a campanha de Ciro.

E o que respondeu Lula? Primeiro elogiou Ciro, seu ex-ministro da Integração Nacional. Chorou ao afirmar que nenhum ministro foi mais leal do que ele.

Segundo admitiu carecer de autoridade para exigir que companheiros desistissem de ser candidato – logo ele, que disputou cinco eleições presidenciais seguidas.

Por último, esqueceu de responder ao pedido de ajuda de Eduardo.

“Não disse sim nem disse não”, contou Eduardo a um assessor. “Se não disse sim nem não é porque é não”. Para o público externo foi oferecida a desculpa de que Eduardo e Lula adiaram a decisão sobre o destino de Ciro.

O programa semestral de propaganda do PSB na televisão irá ao ar no próximo dia 18. Eduardo espera que ele sirva para Ciro amealhar mais votos. Se isso ocorrer – quem sabe?

Em dezembro do ano passado, quando o Datafolha sondou a intenção de voto dos brasileiros ouvindo 11.429 pessoas em todos os Estados, Ciro apareceu como o cara capaz de empurrar para o segundo turno a escolha do sucessor de Lula.

Sem ele no páreo, Serra derrotaria Dilma no primeiro turno com 51,9% dos votos válidos contra 33,8%. Com Ciro no páreo, Serra ficaria com 45,6% dos votos válidos, e Dilma, 28,4%.

Ao limitar a disputa pela vaga de Lula a Serra, Dilma e Marina Silva (PV), o Datafolha descobriu que 43% dos eleitores de Ciro votariam em Serra, 15% em Dilma e 13% em Marina.

Os 28% restantes se dividiriam entre não votar em nenhum dos três e não saber em quem votar. Na medida em que se identifique cada vez mais com Lula, é razoável que Dilma subtraia votos de Ciro.

Mas é verdade também que Ciro candidato, disposto a criticar Serra sem dó nem piedade, contribuiria para fazer minguar o número de eleitores dele capazes de votar em Serra no segundo turno.

Na simulação do segundo turno produzida pelo Datafolha, Serra atrairia os votos de 55% dos eleitores de Ciro, e Dilma, de 29%. Os votos de Marina se repartiriam assim: 45% para Dilma e 37% para Serra.

A cabeça de Lula está feita. Ele quer uma eleição simplificada na base do “nós contra eles”.

Se for o caso, prefere ver Dilma vencida por Serra direto no primeiro turno a se arriscar a assistir a um segundo turno disputado por Serra com outro candidato – Ciro, por exemplo. Pegaria mal para ele.

De resto, Lula parece convencido de que a eleição acabará liquidada no primeiro turno com a vitória de Dilma.

Tem fortes motivos para pensar assim. Um deles: o fato de Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais, recusar o lugar de vice na chapa de Serra.

“Aécio se engajará na campanha de Serra, mas não será vice dele”, repete Lula, convicto e animado, entre amigos.

Outro motivo: pesquisas recentes, encomendadas por bancos, registraram a queda da vantagem de Serra sobre Dilma. Ela ficou abaixo dos 10 pontos percentuais.

“PF: Camargo Correa tinha caixa 2 no exterior para propina”.Será que alguma conta estaria no Delta Bank?

1, fevereiro, 2010 Sem comentários

A Polícia Federal (PF) afirmou que os diretores da empreiteira Camargo Corrêa, investigados na Operação Castelo de Areia, mantinham uma contabilidade paralela, o chamado caixa 2, para os pagamentos de propina. As transações bancárias ocorriam em contas de bancos dentro e fora do Brasil. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

No relatório final, assinado pelo delegado Otavio Margonari Russo, a PF afirma que as saídas de caixa desta contabilidade seriam destinadas ao pagamento de propinas para agentes públicos. A defesa da Camargo Correa nega as acusações e disse que já pediu investigação sobre o vazamento de documentos apreendidos durante a operação.