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Delta Bank (do Grupo do Banco Real S.A) não está aqui…aqui não está,diz BCB

27, fevereiro, 2010 Sem comentários

endereçoUm importante seguidor deste humilde blog, que também foi bancário por longos 31 anos, conseguiu através de um grupo de amigos e colegas, obter uma reposta do Banco Central a respeito do endereço do Delta Bank, um banco estrangeiro que fazia parte do Grupo do Banco Real (antigo)  atual Santander e que atua pesadamente no Brasil há muitos anos na área de private banking interncional.

Por vários anos trabalhei simultaneamente para o Banco Real,Delta Bank,Banque Real de Cote D´Ivoire S.A,Banco Real Bolívia,Banco Real Chile,Real Bolívia de Seguros,Real Chilena de Seguros,banco Real del Paraguai (este só como membro do Conselho).

Em 1994 me transferiram para trabalhar diretamente em Miami para este Banco americano-brasileiro onde permaneci,contra a minha vontade,por 1 ano e alguns meses. Nesse meio tempo foi feita aquela famosa simulação de rescisão de contrato pelo Banco Real a mando do Delta Bank e que é hoje objeto do processo 01521 20040140600 já com decisão a meu favor por unanimidade do TRT e agora do TST em seu acórdão já disponível para consulta.

O que diz o Banco Central na resposta aos meus ilustres bancários e amigos  leitores do blog?

Diz que  oficialmente não existe no Brasil uma instituição financeira autorizada a operar aqui com o nome de Delta Bank.

Por outro lado o Banco Central não recomenda aos brasileiros operar com Bancos desconhecidos que veículam propaganda em sites,jornais,revistas,etc.

Mas que trem é esse gente?

O Brasil inteiro sabe e estou seguro que o Banco Central também que o Delta Bank atua aqui no Brasil e 95% dos seus clientes são brasileiros, a maioria dos quais conquistados pela rede de Agências do Banco Real (antigo) desde sua fundação no início dos anos 80.

Há vários artigos na imprensa sôbre isso e quem quiser pode pesquisar pelo Google. Este Banco  do Grupo do Banco Real (antigo) foi citado em várias CPIs que investigaram o Banestado, a CBF (aquele famosérrimo empréstimo cuja diferença de juros ninguém sabe ninguém viu prá onde foi), CC5, Opportunity etc.

Mas que estão aqui estão…e continuam operando fortemente aqui…nas barbas do Banco Central… qui comme toujours ne sais rien…rien de rien…

Uai…mas nós precisamos saber uai…

De que forma estão instalados aqui? Como uma empresa prestadora de serviços?Onde?Tem telefone?Seus funcionários daqui são pagos em dólares ou em Reais? Se em Reais são declarados ao fisco? Ao INSS? Ao FGTS?Estão registrados?Como o que?

Saiba mais do Delta Bank em português acesando aqui:www.deltabank.net

O Banco Central poderia ter lido a reportagem da revista Isto é Dinheiro abaixo.

del

O da foto foi meu Presidente.

Vejam abaixo a resposta em vermelho do Banco Central do Brasil:

“Prezado Senhor

Informamos que não existe instituição autorizada a funcionar no Brasil pelo Banco Central do Brasil com o nome Delta Bank.. Acrescente-se que a relação dos representantes de instituições estrangeiras no Brasil pode ser encontrada em nosso site pelo caminho “Sistema Financeiro Nacional > Informações cadastrais e contábeis > Informações cadastrais > Instituições estrangeiras no Brasil “.

Vale ressaltar que recomendamos aos cidadãos que procurem sempre uma instituição financeira autorizada e fiscalizada pelo Banco Central, evitando fazer empréstimos com empresas desconhecidas que veiculam anúncios em jornais, internet ou outros meios de comunicação. Não se deve fazer empréstimos com empresas que condicionam a liberação do dinheiro a depósitos iniciais, oferecendo supostas facilidades e vantagens.

A relação das instituições autorizadas está disponível em nossa página em “Sistema Financeiro Nacional > Informações cadastrais e contábeis > Informações cadastrais”, consultando a opção “Relação de instituições em funcionamento no país (transferência de arquivos)” ou a opção “Cadastro de instituições (endereço, diretores, redes de agência, dados do conglomerado, carteiras, tarifas, etc)“.

Para outras instituições financeiras, solicitamos informar razão social e/ou CNPJ, para que possamos efetuar a pesquisa em nosso cadastro.

Para novos contatos, favor utilizar o formulário do serviço “Fale conosco”  em nosso site. Clique aqui ou copie o seguinte endereço em seu navegador – http://www.bcb.gov.br/?FALECONOSCO

Atenciosamente,

http://www.bcb.gov.br/img/bc_marca.gif
http://www.bcb.gov.br/img/transp.gif
http://www.bcb.gov.br/img/transp.gif Secretaria de Relações Institucionais
http://www.bcb.gov.br/img/transp.gifDivisão de Atendimento ao Publico
http://www.bcb.gov.br/img/transp..gifTel.:0800-9792345

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Aniversário de 5 anos do blog

30, dezembro, 2009 Sem comentários

Este blog hoje está aniversariando.

Foi criado extamente no dia 30.12.2004 portanto está fazendo hoje 5 anos e 2.248 posts, o que dá uma média anual de 450  ou ainda mais de 1,3 por dia, incluindo aí sábados,domingos e feriados.

Eu não disse que sou “madeira de lei que cupim não rói”.

Pois é. O blog vai continuar até que o processo trabalhista 01521-2004-014-06 esteja totalmente encerrado.Inexistindo pendências vou dar por terminada a minha curta carreira de humilde blogueiro e vou partir para a criação de jornais online regionais lá nas Minas Gerais.

Bancos com mais reclamações de clientes. Mas não acredite nestes rankings porque eles são falsos…ou furados

27, dezembro, 2009 Sem comentários

Banco Central do Brasil a partir da base de clientes informada pelos Bancos (que é falsa) e do número de reclamações que chegam ao Banco Central (que também é falsa). Ou seja olhando as informações abaixo chega-se à conclusão que a qualidade dos serviços dos principais bancos brasileiros é ótima o que é também falso.

Mas exitem coisas que não são falsas nos Bancos brasileiros em geral:

-os spreads que são os maiores do mundo;

-o pessoal que é mal treinado e que até vende titulo de cpitalização e PGBL/VGBL como se fosse investimento;

-as tarifas exorbitantes que ao serem cobradas configuram quase que um assalto à mão armada (pior até porque afetam milhões de pessoas,todos os dias,todos os meses,todos os anos);

-o tratamento pouco respeitoso que se dá aos funcionários mais antigos que são trocados usando-se tão somente o conceito salário acumulado em anos de trabalho e dedicação;

-a venda casada de produtos (empréstimos x seguros x capitalização x etc);

Ficamos por aqui…

Vejam abaixo os rankings (lembre-se que eles são falsos)

Tal como a revista Veja, muitos Bancos mentem sobre sua base real de clientes

27, dezembro, 2009 Sem comentários

Quando um Banco diz que tem no Brasil 10.000.000 de clientes , ele está considerando:

3.000.000 de clientes que fazem financiamento de veiculos .(maioria não tem conta corrente com ele)

2.000.000 de clientes que estão com contas encerradas,paralizadas ou bloqueadas com saldo zero ou seja não consomem produtos e custam.

1.000.000 são clientes que apenas recebem salários e sacam tudo, não consumindo produtos.Via de regra são forçados a terem conta em virtude de convênio de pagamento da folha do seu empregador.

2.000.000 são contas de poupança,remuneradas e que não pagam tarifas

2.000.000 são clientes correntistas que consomem mais de um produto e olhe lá. Esses clientes são aqueles que pagam as mais altas tarifas. ( são literalmente esfolados)

Me lembro de quando o Banco Real (antigo) lançou uma big campanha para conquistar 2.000.000 de clientes. Ao final de um ano mais da metade já havia encerrado as contas e continuava como conta ativa. O objetivo era inflar a base para vender bem o Banco para os holandeses do ABN.

E conseguiram…e o ABN,prá não mostrar o problema,continuou (ou continua) mantendo as tais contas em sua base.

A realidade é essa….duvídam?

Spread bancário custa R$ 261 bi aos brasileiros.

27, dezembro, 2009 Sem comentários

É por isso que Bancos como  o dos Espanhois adoram o Brasil.Aqui se ganha muito e de forma muito fácil…

Em 12 meses de crise financeira global, o chamado spread bancário custou R$ 261,7 bilhões às empresas e consumidores brasileiros, cujo pagamento deve ser feito ao longo de dois anos. Se a diferença entre a taxa de juros cobrada por bancos e financeiras e a taxa que eles pagam para captar recursos (spread) seguisse os padrões internacionais, esse custo cairia para R$ 71,5 bilhões, o que representa uma redução de R$ 190,2 bilhões.

As informações são de um estudo inédito feito por José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o trabalho mostra que o spread médio brasileiro é o maior em um grupo de 40 países cujas metodologias de cálculo dos juros se assemelham à adotada pelo Banco Central do Brasil (média ponderada).

Em agosto, o spread médio cobrado no País era de 26,77 pontos porcentuais, enquanto no Chile estava em 6,04 pontos e na Itália, em 4,39 pontos. O custo mais baixo foi apurado no Japão, onde o spread representava apenas 1,28 ponto porcentual. “Confirmamos o que já é um consenso: o spread brasileiro é uma aberração”, afirma Roriz Coelho.

De acordo com ele, mais preocupante que isso é o “gigantesco custo” que o spread representa para os brasileiros. Supondo que todo o crédito concedido no período analisado (entre agosto de 2008 e setembro de 2009) fosse pré-fixado, o trabalho indica que a diferença entre o spread do Brasil e o da média dos cinco países da amostra que constam no Índice Fiesp de Competitividade das Nações (Chile, Itália, Japão, Malásia e Noruega) representa um custo adicional ao País de R$ 227 bilhões.

“Isso equivale a 42,6% de tudo o que é investido no Brasil em formação bruta de capital fixo e a 12,3% do consumo das famílias”, diz o diretor da Fiesp.

COMPETITIVIDADE

Roriz Coelho admite que a comparação com os países não é exata. Mas argumenta que os números se aproximam bastante da realidade, já que, do montante de R$ 1,873 trilhão em créditos novos concedidos no País entre setembro de 2008 e agosto de 2009, nada menos que R$ 1,405 trilhão refere-se a operações pré-fixadas, o que representa 77% do valor global.

Nesse período, de acordo com o trabalho, os brasileiros pagaram spread médio de 28,4 pontos porcentuais, oito vezes mais alto que o valor cobrado nos cinco países que constam do índice de competitividade da Fiesp, cujo spread médio no período foi de 3,5 pontos porcentuais. Entre todos os 40 países pesquisados, essa média ficou em 7,3 pontos porcentuais.

Para o diretor da Fiesp, a consequência disso é a perda da competitividade do produto brasileiro. “A redução do spread bancário para níveis adequados liberaria recursos para mais investimentos e consequentemente haveria melhora de produtividade”, diz. “Assim, reduziria pressões inflacionárias e permitiria o aumento sustentado da nossa competitividade, com maior geração de renda e mais emprego”.

Em outubro, último dado divulgado pelo Banco Central, o spread já estava em 25,97 pontos porcentuais, abaixo dos 26,4 pontos observados em setembro de 2008, período que antecedeu o aprofundamento dos efeitos no País da crise financeira mundial. Mesmo assim, o spread representou 72,9% do valor dos juros para o total das operações de crédito livre em outubro.

“Não existem razões para essa brutal diferença nos spreads bancários brasileiros em relação a todos esses países comparados”, afirma Roriz Coelho. “Primeiro porque o risco Brasil hoje é muito menor do que era cinco anos atrás”, analisa.

ESCALA

A inadimplência, que representa 37,4% da composição do spread bancário – o maior peso entre os componentes -, aumentou menos no Brasil do que nos países analisados, informa Roriz Coelho. Além disso, diminuiu o volume de recursos para provisões de crédito inadimplentes nos últimos cinco anos, o que significa menor custo para os bancos.

Para o diretor da Fiesp, também não se pode atribuir o elevado nível do spread bancário aos custos administrativos. “O volume de crédito concedido no Brasil vem de um contínuo crescimento desde 2002, e não é menor do que o dos países comparados. Portanto, não temos problema de escala”, avalia.

Por último, enumera o diretor, a carga tributária diminuiu com a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Já o compulsório remunerado foi reduzido para os níveis de 2001, enquanto o compulsório não remunerado, de maior custo para os bancos, está em seus menores níveis desde o início da década.

FRASES

José Roriz Coelho
Diretor da Fiesp
“Confirmamos o que já é um consenso: o spread brasileiro é uma aberração”

“Não existem razões para essa brutal diferença nos spreads bancários brasileiros em relação a todos esses países comparados. Primeiro porque o risco Brasil hoje é muito menor do que era cinco anos atrás”

“A redução dos spreads para níveis adequados liberaria recursos para mais investimentos”

Preocupa sim Sr.Meirelles pois há bancos estrangeiros que atuam aqui e que certamente estão muito expostos ao risco Dubai.Lembra do Madoff?

27, novembro, 2009 Sem comentários

Henrique Meirelles diz que caso de Dubai não deve preocupar Brasil

POSTADO ÀS 16:10 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje (27) que a moratória anunciada pelo governo de Dubai para pagamento de dívidas do fundo de investimentos Dubai World não deve preocupar o governo e os bancos brasileiros. Para Meirelles, o evento é um alerta contra o “excesso de euforia”.

“O problema do excesso de euforia é quando se acha que não tem mais problema nenhum no mundo inteiro e o primeiro problema mais importante gera o efeito contrário”, disse Meirelles.

Para ele, problemas como esse de Dubai ainda podem ocorrer em todo o mundo, mas não são tão preocupantes, nem devem gerar colapso no sistema financeiro global porque os bancos internacionais estão tomando providências para enfrentar situações como essas.

“O ambiente hoje é de cuidado, preocupação. Alguns bancos devem perder recursos nessa instituição [Dubai World], mas não é algo que possa lembrar episódios passados”, disse.

No Brasil, entretanto, afirmou Meirelles, os efeitos deverão ser pequenos porque o país não está “exposto a esse fundo ou a esse tipo de problema”. Ele acrescentou que o país está, além disso, “preparado para enfrentar oscilações de humor” do mercado internacional. “O Brasil está com todo o arsenal de medidas de combate à crise em ordem, pronto, preparado”, completou.

De acordo com Meirelles, o Banco Central acertou em sua política de continuar acumulando reservas. “Esse episódio do fundo de Dubai mostra o acerto de políticas do BC de continuar acumulando reservas, mostrando que há incertezas à frente no mercado internacional. E o fato de termos reservas é sinal de maior força e confiança na economia brasileira”, concluiu

“Venda casada” é prática comum na liberação de financiamentos

26, novembro, 2009 Sem comentários

No meio rural são comuns os casos de agricultores que financiam sua produção com linhas de custeio ou investimento e se vêem envolvidos em uma situação pouco confortável. A “venda casada” de produtos oferecidos pelo banco costuma ocorrer durante a negociação da liberação do contrato, como forma de induzir o cliente à aquisição de títulos de capitalização, cartões de crédito, seguros de vida, entre outros. Não é incomum também a retenção de parte do financiamento para ser aplicada em poupança, fundo de investimento e até em previdência privada. O “cardápio” vai variar de acordo com as metas a serem cumpridas pela agência.

A atitude é tão comum que parece ter sido incorporada à rotina de algumas instituições financeiras e, sem perceber, o consumidor se tornou refém de uma prática ilegal. No município de Coronel Vivida, sudoeste do estado, um produtor rural que prefere não ser identificado, procurou o banco em dezembro do ano passado para a retirada de um financiamento já contratado. Para sua surpresa, a liberação do dinheiro estava condicionada à transferência dos seguros dos automóveis da família para aquela instituição. “O funcionário encarregado ficou de posse dos boletos para acompanhar os vencimentos e fazer a renovação pelo banco”, conta o produtor que inicialmente resistiu à solicitação, mas por fim se viu obrigado a ceder para ter acesso ao dinheiro: “Eles pressionam demais”.

A advogada do PROCON, Cláudia Silvano alerta que “condicionar a concessão de crédito à aquisição de outros produtos do banco é prática expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”. De acordo com a Procuradoria de Defesa do Consumidor o registro de reclamações nesse sentido só não é maior porque os consumidores temem retaliações diante da necessidade do financiamento.

O desconhecimento da legislação é outro aspecto que facilita a prática. Não existe obrigatoriedade em fazer títulos de capitalização, adquirir cartões de crédito, consórcios ou aderir aos planos de previdência privada para se obter financiamento junto aos agentes financeiros, com exceção dos financiamentos de bens quando é obrigatório a contratação de seguro para cobrir a garantia dada no contrato.

A prática utilizada pelos bancos conhecida como venda casada expressamente proibida pelo Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. A venda casada também é terminantemente proibida pelo Artigo 17 da Resolução 2878 do Banco Central do Brasil (BACEN). No que concerne às práticas reiteradas das instituições financeiras, onde se condiciona, por exemplo, a concessão de um empréstimo à contratação de um seguro de vida, conclui-se que essas práticas são consideradas abusivas, e portanto, devem ser coibidas.

De acordo com a Cláudia Silvano, o cliente, mesmo após a contratação do serviço pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor, buscando judicialmente a nulidade de tal contratação e devolução de toda quantia paga indevidamente. Quem infringe o CDC está sujeito a multas que variam de R$ 200,00 a R$ 3 milhões. O valor será estipulado de acordo com a gravidade da infração, danos ao consumidor e capacidade econômica do infrator. A reclamação deve ser formalizada junto ao PROCON.

Outra forma eficiente de denúncia é acionar o Banco Central do Brasil – BACEN, que mantém um ranking mensal de registro de reclamações a instituições financeiras de todo o país.

Serviço:

BACEN

Centrais de Atendimento do Banco Central:

Ligação gratuita: 0800-992345 horário de atendimento por telefone: 9h às 16h

Denúncia e reclamação via internet:

http://www.bcb.gov.br/FALECIDADAO


PROCON-PR

Ligação gratuita: 0800-41-1512

O Bradesco sabe das coisas e por isso se instala em Heliópolis

21, novembro, 2009 Sem comentários

DSG online direto de Nanuque=MG:

Bradesco: O Brasil vive revolução de inclusão social e será uma sociedade de consumo como a americana (PHA)

21/novembro/2009 12:02

Ah, se a elite fosse tão esperta quanto o Trabuco …

Saiu na Folha (*), pág. B7:

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, diz, ao inaugurar uma agência na favela de Heliópolis (o Bradesco chega a Heliópolis antes dos serviços sociais básicos da administração demo-tucana…):

“Quando os pobres se transformam em consumidores, você passa a ter uma revolução silenciosa.”

“E essa pobreza que vira consumidor, graças à mobilidade social, é o que faz com que os shopping centers de classe mais elevada estejam repletos de consumidores ao mesmo tempo em que uma José Paulino e uma 25 de março (ruas de comércio popular) estão pulsando no comércio de baixa renda.”

“Nos próximos anos, vamos provar ao mundo essa capacidade de inclusão social.”

“O Brasil vai ficar marcado na história pela repetição daquilo que foi, no início do século passado, a emergência da sociedade de consumo americana.”

“ … essa população (brasileira) vai se estabilizar em 250 milhões de habitantes quando a renda per capita estará por volta de US 14 mil, nível dos países europeus.

PHA

Diretor do Banco Central acusa Mantega de manipular dólar e provocar corrida aos bancos

16, novembro, 2009 Sem comentários

Nota do DSGonline: Já disse e repito.Esses Diretores do Banco Central já entram lá para trabalhar para os Bancos privados que sempre contaram com informações privilegiadas e com isso ganham rios de dinheiro.

Muitos deles já saem como banqueiros, tal a quantidade de dinheiro que ganham no período em que dizem trabalhar para o Brasil.

Controlar que é bom não controlam nada, haja visto a liberdade de atuação que tem aqui os Bancos estrangeiros e estrangeiros made in Brasil que não param de lavar dinheiro e incentivar a evasão fiscal e de divisas.

O Delta Bank,por exemplo, atua aqui nas barbas do Banco Central,tem 95% dos seus clientes conquistados pela rede de Agências do antigo Banco Real e ninguém sabe o endereço oficial deles.

Quais motivos levam um Banco a não colocar em seu site o endereço no Brasil quando todos sabem de sua atuação no caso Banestado, no caso CBF-Nike e outros tantos investigados pela PF aqui no Brasil e pelo Governo dos Estados Unidos?

………………………………………………………

16/novembro/2009 9:10

Saiu no jornal Valor, página 14 do caderno “Eu &”:

“O mercado não podia saber, em hipótese alguma, que o BC negaria munição. Mas, no dia 6 de outubro (de 2008), uma segunda-feira, o ministro Guido Mantega disse, em entrevista, que Lula proibira o BC de gastar reservas. O efeito foi imediato. A cotação do dólar saltou de R$ 2,19 para R$ 2,45 em menos de 48 horas. O ingrediente final foi uma corrida bancária… Torós fez diagnóstico definitivo: era preciso vender dólar no mercado à vista. Imediatamente.”

A reportagem de Cristiano Romero e Alex Ribeiro é, na verdade, uma longa entrevista do tipo “veja como eu só o máximo” com Mário Torós, diretor de política monetária do Banco Central.

E pretende revelar os efeitos no Brasil e os bastidores da crise financeira de 2008: “Mário Torós … revela piores momentos da turbulência financeira no Brasil e detalha corrida bancária com saques estimados em R$ 40 bi em apenas uma semana e ataque especulativo de US$ 5 bilhões em dezembro de 2008.”

Das duas, uma: ou o presidente do Banco Central demite o Torós, ou o Ministro Mantega não manda mais nada.Torós se define como uma cruza de Indiana Jones, Kung Fu e Warren Buffett, na torcida do Fluminense.Ele salvou o Brasil.

E a gente pensava que tinha sido o Tafarelli…

Se não fosse ele, o Brasil tinha ido à breca, como previu a urubóloga Miriam Leitão.

Mas, no delírio narcisista, ele deu um passo além das pernas: acusou o Ministro da Fazenda de jogar o Brasil no precipício.

Esses neoliberais não mudam.

Eles se acham.

E o Banco Central do Brasil é um dos últimos bunkers dos neoliberais no mundo.

Além de acusar o Ministro da Fazenda de provocar uma corrida aos bancos, Torós faz revelações sensacionais.

A mais estarrecedora é que o nem Banco Central nem a CVM tinha a mais pálida – e não deve ter até hoje – idéia de como funciona o mercado de derivativos.

E, portanto, novos desastres como os da Aracruz e da Votorantim, que naufragaram em derivativos de câmbio, podem se repetir.

Torós põe a culpa na CVM.

Mas, fica claro que o Banco Central não vigia nada e ninguém.

A especulação de US$ 5 bilhões que o Brasil sofreu de um fundo americano – o Moore – foi exatamente por causa disso: testar a capacidade de resistência do Banco Central às operações – fracassadas – com derivativos de câmbio.

Ou seja, não só o Banco Central deixou as operações com derivativos correrem soltas, como não sabia o tamanho do buraco.

O Brasil, com as informações dessa desastrada e narcísica entrevista do Torós, deveria fazer como o Senador Dodd quer fazer nos Estados Unidos: tirar da CVM e do BC o controle sobre os bancos.

E criar um xerife novo.

Se não a próxima crise está aí, atrás da porta, à espera de acontecer.

Outra revelação sensacional é que o Presidente Lula mudou de idéia, mas quase demitiu o Henrique Meirelles, o presidente do BankBoston, que acumula a presidência do BC.

O presidente do BankBoston fez a monumental barbeiragem de aumentar os juros no meio do furacão da crise.

O presidente Lula desistiu de demiti-lo.

Uma pena.

Mas, segundo Meirelles, a situação estava insustentável.

Que pena.

Lula deveria botar no lugar o Paulo Nogueira Batista e jogar os diretores neoliberais todos pela janela.

(A Febraban os acolherá, breve. Eles não ficam desempregados.)

Enquanto Torós se contemplava no espelho, cometeu algumas omissões graves.

Por exemplo, trata a corrida ao Unibanco assim como se fosse uma provinha de cem metros rasos em olimpíada colegial.

E não foi.

Só a urubóloga Miriam Leitão acredita, que, naquela altura, Unibanco e Itaú se fundiram.

A entrevista narcísica não mostra como o Banco Central e o presidente do BankBoston tornaram a crise mais profunda, porque se curvaram diante dos bancos com duas monumentais barbeiragens: aumentar os juros e não tirar os bancos da poça.

O Banco Central encheu a burra dos bancos de dinheiro e os bancos não emprestavam.

Ficavam na poça.

Mamavam na teta dos títulos do Tesouro.

Foi preciso o Presidente Lula assumir de fato a presidência do Banco Central e botar os bancos estatais para encher a praça de dinheiro.

Se dependesse do nosso Narciso e do Presidente do BankBoston, a marolinha seria o tsunami da Miriam.

Convém ler a entrevista.

Para saber que no dia 17 de setembro de 2008, quando se ouvia o barulho do tijolo que se despregava dos prédios em Wall Street, tudo o que o Banco Central sabia sobre a crise era o que lia na Bloomberg ou através de uma carta do diretor financeiro de uma empresa exportadora.

Um fiasco.

Se o presidente Lula não tivesse assumido a diretoria de política monetária do Torós, ficaríamos na mão do Torós.

E a Miriam Leitão diria: eu não disse ?
Paulo Henrique Amorim

Como o atual Banco Central quase quebrou o país

16, novembro, 2009 Sem comentários

Coluna Econômica 16/11/2009-Luis Nassif

Já há algum tempo a diretoria do Banco Central (BC) tem dado mostras de desfaçatez inéditas no mercado financeiro – área em que os melhores se pautam por comportamento discreto e análises técnicas.

No final do ano passado, o Diretor de Política Monetária Mário Torós e o de Política Econômica Mário Mesquita cometeram a imprudência de, em pleno período de tensão do mercado com a crise, darem entrevistas em “off” – isto é, sem revelar o nome, com as declarações sendo atribuídas a “fontes do BC”- ameaçando se demitirem se a Fazenda adotasse determinadas medidas.

Foram desautorizados publicamente pelo presidente do BC, Henrique Meirelles. Mereciam uma denúncia à polícia, por ameaça de perturbação da ordem econômica.

***

Agora, em mais um lance inacreditável, concederam ao jornal “Valor Econômico” entrevistas contando o que ocorreu com o mercado após a crise de outubro do ano passado.

Houve uma corrida bancária perigosa, que obrigou o BC a injetar bilhões de dólares na economia para conter, flexibilizar o compulsório dos bancos (a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter no BC), criar linhas emergenciais para permitir a bancos maiores adquirirem bancos menores.

Por pouco, não se desemboca em uma crise bancária cujo epicentro era a falta de informações sobre as empresas que tinham aplicado no mercado de “derivativos” (altamente especulativos). Sem saber o que ocorria, o crédito estancou. Grandes empresas, mesmo aquelas altamente sólidas – como a Petrobras – da noite para o dia tiveram que recorrer a operações emergenciais para manter a roda girando.

***

Tudo isso ocorreu devido à profunda irresponsabilidade com que o governo Lula – no seu braço Banco Central – tratou da questão cambial.

Desde dezembro de 2007, aqui se alertava para a imprudência de permitir a valorização imprudente do Real; desde meados do primeiro semestre de 2008 alertava-se para a imprudência em dobro do BC estimular operações especulativas com o câmbio.

Tratava-se do “swap reverso”, uma operação em que em uma ponta ficava o BC e na outra grandes empresas exportadoras ou financeiras. Cada vez que o real valorizava, essas empresas perdiam dinheiro com exportações. Para compensá-las, o BC instituiu o tal “swap reverso”, um jogo de cartas marcadas que permitia às empresas lucrar no mercado financeiro com a valorização do real – com o BC pagando a conta.

***

Os prejuízos do BC com essa jogatina chegaram a US$ 10 bilhões apenas em 2008. Em junho, alertei aqui que se houvesse qualquer crise que invertesse a mão do câmbio, explodiria uma crise sistêmica no mercado.

Foi o que ocorreu. De repente, as maiores empresas brasileiras viram-se encalacradas com essas jogadas. Como o BC não tinha controle sobre quem jogara e quanto jogara, o mercado inteiro parou. Levou meses para que houvesse uma estabilização no mercado.

O País foi salvo pela ação decisiva do Ministério da Fazenda e do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). Nada ocorreu com os aventureiros do BC.