José Serra quer incendiar o Brasil e trocar o verde pelo vermelho do sangue de 80% dos brasileiros.Está nascendo um novo ditador

Serra e o PiG brincam com fogo.O tapetão pode se manchar de sangue

O Conversa Afiada publica uma seleção dos comentários de amigos navegantes sobre o Golpe do Gilmar, Serra e FHC: o Golpe de Estado da Direita:

Odin disse:

Se impugnarem a candidatura da Dilma, sairemos na rua !

Eliana / MG disse:

Que armação mais ridícula!

Temos que ir às ruas protestar contra o golpe.

Charles disse:

PHA,só existe uma coisa a ser dita na sua grande intervenção:que todos saibam que não estamos mais em 64.É só pagarem pra ver.Abraços.

DILMA 2010.

Para o BRASIL seguir mudando.

Bastos disse:

Ñ acho q exista clima p/ um golpe como o de 64. Mas eh bom acreditar q vontade de atacar a democracia ñ falta a indivíduos como Gilmar e Serra…

Por isso eh bom o governo tomar muito cuidado. As vésperas d golpe de 64, muita gente ñ acreditava na possibilidade do Golpe, Jango inclusive pagou (caro) p/ ver.´

Creio q está na hora de começar uma reação contrária, popular e incontestável.

Andrade disse:

Estou cada vez mais profundamente preocupado, esse caras não estão aceitando a derrota e não a aceitarão, esse fel está muito amargo para engolir. Perigo a vista. Esse filme esteve em cartaz na década de 60, mais precisamente em 1964. Todo cuidado é pouco. Não haverá descanso tão cedo.

Domingos Sávio disse:

O povo nas ruas é duro de controlar, no tapetão não dá.

Marcos Caetano disse:

É um absurdo a manobra que está em curso! Vamos para as ruas protestar contra essa tentativa de Golpe! Eleição se ganha nas urnas, não no tapetão! Mobilização Já!

.

José Roque da Silva Neto disse:

PHA, tô estarrecido! Nem na efeverscência da ditadura vimos coisas parecidas. Querem dá um golpe! Bando de emplumados canalhas, golpista, lambedores de botas, covardes. Leonel Brizola tinha toda razão quando dizia se eleito Presidente do Brasil fecharia a globo. Cadê o Ciro Gomes com sua bocona pra dizer no programa da Dilma quem é zé ladeira abaixo. Tenho certeza que terei dificuldades para dormir, até quando. . . .

Emmanuel Vieira disse:

PHA, O desespero está tomando conta da direitona. Eles não vão deixar esta eleição sair barata, pode esperar que vem mais baixaria pela frente. Os canais abertos todos repicaram o assunto. Carlos Nascimento do SBT entrevistando Dilma chegava a babar em suas perguntas sobre a suposta fraude. O casal 45 irradiava ódio nas suas entranhas. Que Deus tenha piedade do povo brasileiro.

Paulo Cesar disse:

EIS AS GRANDES DIFERENÇAS

1. Dilma não é a Roseana.

2. E o Lula não é o Sarney.

3. Hoje tem Blogosfera

4. Não são 30% da Rosena, são 51% da Dilma

5. O povo da Dilma está com as garras afiadas

Osmar De Camargo disse:

Estou recomendando vigilia constante;pois o pior está por vir!

SERGIO SANTANA disse:

PHA!

Que eles não tentem vencer esta eleição no tapetão, pois nós invadiremos as ruas desse país. Não TOLARAREMOS GOLPE!!!!!!!!!!!!!!!!!!. Que eles não subestimem o povo!. Nós iremos as ruas exigir o respeito da vontade da maioria!!!!.

Eason Nascimento disse:

Vão ter que ser “muito macho”, como se diz no nordeste pra encarar uma dessas. Eles que se atrevam. O povo não aceitará tapetão no lugar do voto.

http://easonfn.wordpress.com

Fabio de Oliveira Ribeiro disse:

Eu estou absolutamente tranquilo. Os postes estão nas ruas, imóveis e impassíveis, sempre à disposição do povo caso o povo queira pendurar os pescoços dos golpistas, velhos e novos.

Em tempo: em 1954, quando Getulio se matou, botaram fogo no Globo e o Lacerda fugiu de navio.

Do site:www.paulohenriqueamorim.com.br

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Maior abandonado

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Tucanos já pensam em Serra para Prefeito de São Paulo.Que triste fim!

Obs:Significa então que teremos muitos pedágios na cidade.

Deu na FSP:

Para ver o grau de desânimo dos tucanos, reforçado a cada pesquisa como a do Datafolha divulgada hoje, basta saber que cresce uma conversa reservadíssima entre lideranças paulistas do PSDB. Discute-se a possibilidade de José Serra preparar-se para a próxima eleição para prefeito de São Paulo.

Seria sua chance de se manter na política –e, quem sabe, um nome forte para evitar que o PT volte ao poder na cidade.

De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, Serra já perde não só no Estado mas também na cidade de São Paulo, onde foi governador e prefeito. Nessa onda, lideranças tucanas passaram a temer uma ida de Aloizio Mercadante para o segundo turno. Marta Suplicy deve se eleger com certa facilidade para o Senado.

Isso tudo significa que o consórcio PSDB-DEM na cidade de São Paulo está correndo risco, até porque não tem, por enquanto, um candidato forte. E aí que, nessas conversas, aparece o nome de Serra.

Duvido que ele tope, seria um terrível fim de linha e a cidade merece mais do que isso. Mas, em política, nunca se sabe. Seria, ironicamente, a única forma de ele cumprir o que assinou no papel: ficar quatro anos na prefeitura de São Paulo.

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Cristina ataca de frente; Lula bate de leve

Deu no Escrevinhador de Rodrigo Vianna

Cristina Kirchner subiu o tom contra a velha mídia argentina. Não se trata de guerra verbal, mas de ação concreta: a presidenta da Argentina pede a investigação sobre a compra da “Papel Prensa” (principal grupo fornecedor de papel na Argentina) por grupos midiáticos daquele país.

É fácil entender que Cristina tem ótimos argumentos. Em 1976, a “Papel Prensa” foi comprada pelo “Clarin”,  o “La Nacion” – os dois maiores jornais argentinos – além de um terceiro diário já extinto. Não foi uma compra normal. A família que controlava a empresa relata que vendeu as ações para os jornais, por um preço muito inferior ao de mercado, porque estava sob pressão da ditadura militar argentina.

Sobre o caso, o jornal “O Globo” (que entende de ditadura como nenhum outro, talvez só com a concorrência da “Folha”) dá uma manchete mentirosa: “Cristina usa ditadura para controlar jornais”. Primeiro, o título dá a entender que Cristina usa métodos ditatoriais. Não é verdade. Ela propõe uma investigação justa, sobre uma transação nebulosa, feita às sombras (aí, sim) da ditadura argentina. Em segundo lugar, não há na ação nada que aponte para o controle dos jornais.

Cristina não fala em fechar jornais, em intimidar jornais, em censurar. Nada disso.

“O Globo”, sim, apoiou um regime que fechou jornais, censurou, prendeu e torturou. “O Globo” tem o telhado de vidro, porque cresceu na estufa da ditadura brasileira. Por isso, ataca Cristina Kirchner. “O Globo” também tem medo de ser investigado.

Lula – até agora, durante 8 anos de governo - abdicara do confronto aberto, preferindo uma dança mais sutil: pequenas escaramuças verbais, uma ou outra farpa lançada na direção da velha (e golpista) mídia brasileira

Na campanha, Lula parece ter mudado. Será que foram os ataques a Dilma no “JN” da Globo? Ou as perguntas sob encomenda (feitas por tucanos enrustidos) no debate da “Folha”/UOL?

Não se sabe o que foi. Mas Lula resolveu bater. Relembrou a história de 2002, quando o garotão que dirige (?) a “Folha” tentou atacá-lo de forma deselegante durante almoço na sede do jornal. O garotão da “Folha” achava que – por não falar inglês – Lula não pudesse governar o Brasil. No discurso, terça, em Campo Grande, Lula contou a história. E disse mais: “vou terminar meu mandato sem precisar ter almoçado com nenhum jornal, com nenhuma televisão”.

Na Venezuela, Chavez já tinha percebido que a batalha da mídia é a “mãe de todas as batalhas” (isso ficou muito claro depois do golpe de 2002, em que Chavez foi tirado do poder com apoio explícito das TVs e jornais).

Na Argentina, Cristina também já percebeu a importância dessa batalha, e aceitou o combate aberto – com a “Ley de Medios” e a guerra do papel.

Aqui no Brasil, ainda estamos nas escaramuças. Mas o partido comandado formalmente por Dona Judith (a presidenta da Associação Nacional dos Jornais/ANJ declarou que a imprensa é a “verdadeira oposição” no Brasil) não dará tréguas a Dilma num provável governo da petista.

Por isso, aqui também caminharemos para combates cada vez mais abertos. Esse clima não é bom para a democracia, não foi esse o caminho escolhido por Lula e a esquerda – que isso fique bem claro. Mas deixar de travar o bom combate, diante de tantos ataques, seria suicídio.

Lula e Dilma já mostraram que não são suicidas. E parecem dispostos a encarar a mãe de todas as batalhas

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Justiça brasileira favorece os Bancos em detrimento dos poupadores.É o patrocinio irmão!

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou os bancos a pagar a correção da poupança de quatro planos econômicos das décadas de 1980 e 1990: Bresser (87), Verão (89), Collor 1 (90) e Collor 2 (91).

O Tribunal decidiu, no entanto, reduzir de 20 para cinco anos o prazo para que os correntistas entrassem na Justiça com ações coletivas, o que beneficia apenas as ações mais antigas. Com a redução do prazo de prescrição, os bancos derrubam 1.015 das 1.030 ações coletivas que correm na Justiça.

Essas ações negadas representam 99% dos 70 milhões de contas de poupanças que teriam direito à correção.

Com isso, o valor devido pelos bancos deve cair de R$ 60 bilhões para menos de R$ 10 bilhões, segundo cálculos do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), que considerou a decisão como uma vitória dos bancos.

Há ainda 800 mil ações individuais, cujo prazo de prescrição continua sendo de 20 anos. Elas representam uma dívida de R$ 6 bilhões para os bancos.

O prazo para se entrar na Justiça com novas ações já prescreveu em relação a todos os planos dessa época.

O julgamento ocorreu conforme a Lei dos Recursos Repetitivos. Ou seja, a decisão passará a ser o entendimento do Tribunal sobre o assunto e valerá para todos os demais processos semelhantes.

As decisões tomadas hoje pelo Tribunal poderão, no entanto, ser alteradas após julgamento sobre a questão no STF (Supremo Tribunal Federal), conforme ressaltaram ministros do próprio STJ.

O Idec informou que possui uma decisão favorável aos clientes do Banco do Brasil que está dentro do prazo de cinco anos, mas não soube informar o número de beneficiados e o valor a ser pago.

Durante o julgamento, o Banco Central se manifestou como “favorável aos planos econômicos”, o que na prática significa que estava ao lado dos bancos. A instituição e o Ministério da Fazenda calculam em R$ 105 bilhões a dívida total dos bancos com os planos, caso a decisão fosse desfavorável, número superior ao do Idec (R$ 60 bilhões), mas inferior aos R$ 180 bilhões estimados pelos bancos.

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Lula e o preconceito dos poderosos vira-latas brasileiros.Momento histórico

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Bancos terão de pagar as correções da poupança afetada pelos planos Bresser e Collor 1 e 2.Faça valer seus direitos

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira que os bancos terão de pagar a correção das poupanças afetadas por planos econômicos. A medida só vale, no entanto, para ações coletivas mais antigas, já que a prescrição foi reduzida de 20 para cinco anos. Com isso, a correção deve atingir apenas 15 ações coletivas com relação aos planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 1 (1990) e 2 (1991).

No caso das ações individuais, o prazo definido foi de 20 anos. O tribunal decidiu ainda os índices de correção para cada plano, sendo: de 26,06% para o Plano Bresser; de 42,72% quanto ao Plano Verão; de 44,80% relativo ao Collor 1; e de 21,87% para o Plano Collor 2.

Com a redução do prazo de prescrição, de 20 para cinco anos, os bancos derrubam, em uma só tacada, 1.015 das 1.030 ações coletivas que correm na Justiça. Essas ações representam 99% dos 70 milhões de contas de poupanças que teriam direito à correção indevida.

O questionamento sobre o prazo ocorreu após uma decisão do próprio STJ ter aceitado a redução de prazo de prescrição em um julgamento sobre a correção dos planos econômicos. Agora, o STJ uniformizou a decisão.

VALOR

A disputa em torno dos planos econômicos é o embate de maior valor já analisado pelo Judiciário brasileiro. Os bancos chegaram a afirmar que as ações custariam mais de R$ 180 bilhões.

As ações reivindicam a diferença de índice de correção das cadernetas no mês em que entraram em vigor esses planos. No Bresser e no Verão, teriam direito as poupanças com aniversário na primeira quinzena, porque ambos os planos entraram em vigor no dia 16.

Os bancos, porém, aplicaram o novo índice de correção (que era menor) para todos os aniversários do mês, incluindo os com data anterior ao plano. As entidades de defesa do consumidor afirmam que os bancos só deveriam aplicar o novo índice a partir do dia 16, porque a regra não retroage.


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Serra anunciará brevemente seu Ministério.Veja aqui a provável composição e as missões de cada Ministro

Relações Exteriores: Fernando Henrique Cardoso,com instruções claras para que todo Embaixador brasileiro tire os sapatos quando desembacar nos Estados Unidos.Além disso deverá romper relações com todos os países da África Negra,Irã e Venezuela;

Defesa: Nelson Jobim, com a missão de promover a invasão da Bolívia e do Paraguai;

Justiça: Gilmar Mendes,com o objetivo de livrar definitivamente o Daniel Dantas de todos os processos e repatriar todos os recursos lavados,enxaguados ecentrifugados dele e de outros,enviados via CC5 ou doleiros no Governo FHC;

Banco Central: Salvatore Cacciola – terá como principal tarefa proporcionar ao sistema financeiro brasileiro todas as informações privilegiadas,notadamnete aquelas que lhes permitam ganhar muito dinheiro com suas posições de câmbio;

Comunicações: Ali Kamel – será o encarregado de,nos primeiros dias, acabar com a pouca concorrência existente,lacrando os transmissores da TV Record,SBT,Band e Rede TV.Também deverá demitir todos os funcionários da Tv Cultura e TV Brasil;

Saúde: Cacá Rosset – para fazer da saúde tudo o que ele não fêz quando Ministro daquela pasta;

Economia: (Serra está em dúvidas entre Sardenberg e Leitão).De toda forma o que for escolhido deverá lançar o Plano Real II que dentre outras coisas implementará uma nova moeda,acabará com o câmbio flutuante e superávit fiscal.Além disso fará uma redução de 40% no quadro de funcionários federais,priorizando os afiliados ao PT;

Segundo sugestões dos homens bons que frequentam este sítio noticioso, poderemos ter também as seguintes pessoas nos ministérios indicados:

Minas e Energia: David Zylbersteyn que privatizará a Petrobras e todas as reservas do pré-sal;

Pró-Álcool: Lucia Hipólitro-deverá apresentar um projeto de lei permitindo a venda livre de alcool em todas as estradas federais;

Cultura: Arnaldo Jabor

O IBGE será gerido pelo Datafolha.

Trabalho: Chiquinho Scarpa

Turismo: Maitê Proença

Ministério do Acarajé: Cira de Itapuã

Ministério da Juventude: Soninha com a liberdade de liberar o uso de maconha,cocaina,pasta básica,crack etc. para quem quizer e com isso reduzir a influência de Nenen da Rocinha;

Instituto Federal de Reeducação Social Henning Boilesen: Jair Bosolnaro

Previdência Social: Georgina de Freitas

Igualdade Racial: Demétrio Magnoli

Reforma Agrária e Agricultura Familiar: Kátia Abreu com a missão de exterminar o MST e suas derivações,bem como promover uma venda de grande parte do território da Amazonia aos latifundiários brasileiros e grandes corporações agrícolas chinesas;

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres: Rogéria

Articulação Política: Índio da Costa.Toda sua equipe deverá trabalhar em trajes originais ou pelados;

Esportes: Ricardo Teixeira – deverá ensinar ao povo brasileiro a mágica de ganhar 10 milhões de dólares do Delta Bank fazendo um empréstimo de 40 milhões,contrariando toda a lógica do mercado.Não tem nenhuma obrigação de ganhar a copa 2014,pelo contrário,pode até fazer novo acordo de perda de titulo com a França.Poderá ter como Chefe de Gabinete o ideólogo VGF,atual Diretor do banco americano Delta Bank;

A chefia da Casa Civil ficará com a Condoleesa Rice, pois é assunto muito sério pra ser tratado por brasileiros.

O Instituto Rio Branco passará a se chamar Ronald Reagan Institute.

Diário Oficial será substituído pela Folha de São Paulo ou o Globo e terá como redator-chefe o Merval Pereira;

As demais pastas analisaremos a medida que formos sabendo os nomes dos indicados. (Do Professor Hariovaldo Almeida Prado – Enviado por Sonia)

Adaptado do que li em www.osamigosdopresidentelula@blogspot.com

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Pesquisas Polêmicas (Ou o vexame do Datafolha)

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Pesquisas nas quais não se pode confiar são um problema. Elas atrapalham o raciocínio. É melhor não ter pesquisa nenhuma que tê-las.

Ao contrário de elucidar e ajudar a tomada de decisões, confundem. Quem se baseia nelas, embora ache que faz a coisa certa, costuma meter os pés pelas mãos.

Isso acontece em todas as áreas em que são usadas. Nos estudos de mercado, dá para imaginar o prejuízo que causam? Se uma empresa se baseia em uma pesquisa discutível na hora de fazer um investimento, o custo em que incorre?

Na aplicação das pesquisas na política, temos o mesmo. Ainda mais nas eleições, onde o tempo corre depressa. Não dá para reparar os erros a que elas conduzem.

Pense-se o que seria a formulação de uma estratégia de campanha baseada em pesquisas de qualidade duvidosa. Por mais competente que fosse o candidato, por melhores que fossem suas propostas, uma candidatura mal posicionada não iria a lugar nenhum.

Com a comunicação é igual. Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor.

E na imprensa? Nela, talvez mais que em qualquer outra área, essas pesquisas são danosas. Ao endossá-las, os veículos ficam em posição delicada.

Neste fim de semana, a Folha de São Paulo divulgou a pesquisa mais recente do Datafolha. Os problemas começaram na manchete, que se utilizava de uma expressão que os bons jornais aposentaram faz tempo: “Dilma dispara…”. “Dispara..”, “afunda…” são exemplos do que não se deve dizer na publicação de pesquisas. São expressões antigas, sensacionalistas.

Compreende-se, no entanto, a dificuldade do responsável pela primeira página. O que dizer de um resultado como aquele, senão que mostraria uma “disparada”?

Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse 9 pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores?

O jornal explicou a “disparada” com uma hipótese fantasiosa: Dilma cresceu esses 9 pontos pelo “efeito televisão”. Três dias de propaganda eleitoral (nos quais a campanha Dilma teve dois programas e cinco inserções de 30 segundos em horário nobre), nunca teriam esse impacto, por tudo que conhecemos da história política brasileira.

Aliás, a própria pesquisa mostrou que Dilma tem mais potencial de crescimento entre quem não vê a propaganda eleitoral. Ou seja: a explicação fornecida pelo jornal não explica a “disparada” e ele não sabe a que atribuí-la. Usou a palavra preparando uma saída honrosa para o instituto, absolvendo-o com ela: foi tudo uma “disparada”.

É impossível explicar a “disparada” pela simples razão de que ela não aconteceu. Dilma só deu saltos espetaculares para quem não tinha conseguido perceber que sua candidatura já havia crescido. Ela já estava bem na frente antes de começar a televisão.

Mas as pesquisas problemáticas não são danosas apenas por que ensejam explicações inverossímeis. O pior é que elas podem ajudar a cristalizar preconceitos e estereótipos sobre o país que somos e o eleitorado que temos.

Ao afirmar que houve uma “disparada”, a pesquisa sugere uma volubilidade dos eleitores que só existe para quem acha que 12,5 milhões de pessoas decidiram votar em Dilma de supetão, ao vê-la alguns minutos na televisão. Que não acredita que elas chegaram a essa opção depois de um raciocínio adulto, do qual se pode discordar, mas que se deve respeitar. Que supõe que elas não sabiam o que fazer até aqueles dias e foram tocadas por uma varinha de condão.

Pesquisas controversas são inconvenientes até por isso: ao procurar legitimá-las, a emenda fica pior que o soneto. Mais fácil é admitir que fossem apenas ruins.

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E agora,José?!

Deu no Conversa afiada:www.paulohenriqueamorim.com.br

Por Adilson Filho

E agora, José?!

E agora, José?! (ou Canção do dia “pra sempre”)
E agora, José?

A festa acabou,

a Dilma ganhou

o Índio sumiu,

a Globo mudou..

e agora, José?

e agora, você?
você que é sem graça,

que zomba da massa,

você que fez plágio

que amou o pedágio

e agora, José?
Está sem “migué”

está sem discurso,

está sem caminho..

não pode beber,

não pode fumar,

cuspir não se pode,

nem mesmo blogar?
a noite esfriou,

o farol apagou

o voto não veio,

o pobre não veio,

o rico não veio..

não veio a utopia

não veio o João

tão pouco a Maria
e tudo acabou

o Diogo fugiu

o Bornhausen mofou,

e agora, José
E agora, José ?

Sua outra palavra,

seu instante de Lula:

careca de barba!

sua gula e jejum,

sua favela dourada

sua “São-Paulo de ouro”

seu telhado de vidro,

sua incoerência,

seu ódio – e agora ?
com a chave na mão

quer abrir qualquer porta,

não existe porta;

o navio afundou

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

nem Rio, Bahia, Sergipe, Goiás..

José, e agora ?
Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa da despedida

e a Miriam tirasse…

se você dormisse,

se você cansasse,

como o leitor do Noblat

se você “morresse”

Mas você não morre,

você é vaso “duro”, José !
E sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem megalomania

Sem Folha, O Globo, Estadão, o Dia..

sem Cantanhede

para se encostar,

sem o cheiro da massa

pra você respirar..
e sem cavalo grego

que fuja a galope,

sem o Ali Babá

pra lhe arranjar algum golpe,

você marcha, José !

José, pra onde?

pra sempre?
E agora, José?

Se quando a festa acabou, o povo falou

que sem você, podia muito mais..

Então, nesse caso: Até nunca mais, José!
ps: O Dia foi só pra compor a rima.

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