Indio é uma besta, diz Franklin sobre declações do vice morubixaba

Ministro da Conunicação Social comenta afirmação do candidato a vice-presidente, para quem Dilma Rousseff implantaria uma ditadura

Alessandra Oggioni, iG São Paulo | 23/08/2010 21:42ice do

O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, criticou veementemente as declarações do deputado Indio da Costa (DEM), candidato a vice presidente na chapa do tucano José Serra. “Ele não é índio. É uma besta”, disse o ministro sobre o deputado, que nesta segunda-feira declarou em entrevista ao iG que a candidata petista Dilma Rousseff vai implantar uma “nova ditadura” no País se sair vitoriosa das urnas em outubro.

“A estratégia do medo já foi vencida pelo presidente Lula e vai permanecer. Isso mostra a mediocridade do vice que Serra escolheu, completamente despreparado e medíocre”, enfatizou o prefeito, lembrando ainda que, por sua história, a candidata petista é fortemente ligada à questão democrática: “Alguém que sofreu a ditadura, como Dilma, tem apego total pela democracia”.O comentário de Franklin foi feito esta noite em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), durante a inauguração da TVT – TV dos Trabalhadores, vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos e à CUT. Também presente no evento, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, comentou as declarações de Indio dizendo tratar-se da estratégia de “espalhar o medo” durante a campanha.

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Arnaldo Jabor,o reacionário do PIG,lança novo filme.Assista aqui,veja como é ruím e economize seu ingresso

O novo longa-metragem de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, levou três anos e meio para ficar pronto. A estreia do filme está prevista para 29 de outubro deste ano. No elenco estão nomes como Marco Nanini, Dan Stulbach, e Maria Flor. O filme retrata o Rio de Janeiro do pós-guerra. A cidade vive um período de grande efervescência cultural, política e econômica. Assista ao trailer abaixo.

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O que a blogosfera faz é denunciar que a mídia (PIG)tem lado,tem partido e são capazes de tudo

Deu no blog:Escrevinhador

A Imprensa versus Lula”: o livro e os fatos

Rodrigo Viana em entrevista ao jornalista Antônio Barbosa Filho

No momento em que jornais brasileiros jogam a toalha e já começam a falar de Dilma como eleita, é hora de lembrar que a turma do lado de lá não está morta. Hora de lembrar do que eles são capazes. Hora de lembrar do quase-golpe tramado em 2005 e 2006.

É o que faço agora. Reproduzo a entevista que concedi ao jornalista Antônio Barbosa Filho, e que ele publicou no livro recém-lançado ”A Imprensa X Lula – golpe ou sangramento”.

===

1) Lula elegeu-se na quarta tentativa, enfrentando uma grande resistência de parte da elite empresarial (“risco Lula”), da então situação (Fernando Henrique advertindo que poderíamos “nos tornar uma Argentina”), e da chamada “grande imprensa”. Vc acha que a vitória deveu-se à fadiga das práticas neoliberais na década de 90? Quem foram os derrotados por Lula, nos âmbitos político e econômico?

Sim, a eleição de Lula deveu-se – em parte – a essa “fadiga” com as políticas neoliberais. Esse é um movimento que se observa em toda a América do Sul. O curioso é que nesses outros países os liberais foram alijados do poder, saíram completamente derrotados. Aqui no Brasil a derrota não foi completa. Lula teve que compor com os (neo) liberais, entregando o BC para um ex-tucano, e pactuando com o mercado uma política economica  conservadora (pacto expresso na famosa “Carta aos Brasileiros” de 2002; e na administração Palocci na Fazenda). Gostaria de lembrar que, em 2002, Lula não sofreu ataques da chamada “grande imprensa”. A Globo estava fragilizada (com o “default” de sua dívida, herança dos anos de FHC), e os outros veículos compreenderam que – dado o fracasso do segundo mandato de FHC – a vitória de Lula seria inevitável.  O que fizeram foi “domar” Lula. Engolir a vitoria, mas garantir que ela não significasse rompimentos. Ainda assim, a eleição de Lula significou, sim, uma derrota para setores que dominaram o Estado brasileiro na década anterior. Ao contrário do que se costuma dizer, Lula não foi “apenas” uma continuidade de FHC. Não! Apesar de conduzir um governo muito moderado, Lula conduziu mudanças emblemáticas em pelo menos 4 áreas: - criação de um mercado consumidor de massas (recuperação do salário-mínimo, do salário do funcionalismo, Bolsa-Familia, política mais agressiva e popular de crédito) – teve papel fundamental no enfrentamento da crise, porque Brasil deixou de depender só das exportações e pôde basear sua recuperação no mercado interno; - respeito aos movimentos sociais – parceria com sindicatos, diálogo com as centrais, com o MST; - recuperação do papel do Estado – fim das privatizações, valorização do funcionalismo, novos concursos públicos, recuperação do papel planejador do Estado (por exemplo, no campo da energia, em que Dilma apoiou a criação de uma estatal para planejar novos empreendimentos hidrelétricos), fortalecimento dos bancos públicos (não mais como financiadores de privatizações fajutas, mas como indutores do desenvolvimento); - política externa soberana – enterro da Alca, criação da UNASUL, valorização de parcerias China, India, Irã; fim do alinhamento com os EUA.

Os três últimos pontos explicam o ódio que latifundiários, “grande imprensa” e parte da velha classe média (que não suporta o avanço de uma nova classe média, e gostaria de ver o Brasil no velho leito de dependência em relação aos EUA) sentem por Lula.

O primeiro ponto, em contraposição, explica porque parte do grande empresariado fechou com Lula: essa turma nunca vendeu tanto, nunca faturou tanto. Lula ampliou as bases do capitalismo brasileiro.

Lula faz um governo social-democrata moderado (e o empresário inteligente gosta disso)

A esquerda sempre pregou a “aliança da classe operária com as classes médias”. No poder, Lula produziu outra aliança: classe operária + grande massa desorganizada (e agora atendida por programas sociais) + grande empresariado.

De fora, ficou a classe média. Que berra na imprensa, ou em certos blogs onde corre o esgoto da direita. Esse povo é que tentou derrubar Lula em 2005 – com um discurso udenista.

2) Contabilizo pelo menos dez “crises” fabricadas pela oposição e pela mídia nesses sete anos de governo Lula, do mensalão às epidemias, da política indigenista à importação de aviões para a FAB, do PNDH 3 ao “Estado policial” apontado por Gilmar Mendes. Em que momentos vc acha que a governabilidade esteve mais ameaçada?

Sem dúvida, esteve mais  ameaçada em 2005. Ali, pensou-se em derrubar Lula. O movimento não foi adiante porque prosperou entre os tucanos a tese de “sangrar Lula” até a eleição, para que ele não saísse como “vítima” –  mas humilhado, derrotado eleitoralmente.

Os tucanos só não tinham previsto que Lula já criara com as massas uma ligação que o fez forte de novo em 2006.

Ao contrário de 2002, em 2006 a “grande imprensa” foi pra cima de Lula porque entrou em desespero ao ver que o “sangramento” não surtira efeito.

Ressalto, também, que o PT cometeu muitos erros. E que não é saudável nem honesto jogar toda a culpa da crise de 2005 para a imprensa.

Lula pagou o preço por fechar uma aliança heterodoxa – com PL, PTB, PP – para governar. Além disso, o PT perdeu combatividade, acomodou-se nos acordos de bastidor. Preferiu a conciliação com velhos inimigos. Na primeira crise, os novos aliados mostraram que não eram aliados de verdade.

Tudo isso é fato.

Mas o que não dava pra aceitar, em 2006, era ver o chamado “jornalismo seletivo” -  a chamar o Mensalão de “maior escândalo da história”. E quem eram os “denunciantes”? ACM, o PFL e os tucanos.

Acho que o eleitor entendeu do que se tratava…

3) A mídia tradicional engajou-se numa campanha cerrada de desgaste do Governo Lula, com denúncias quase semanais, além da visível “blindagem” das oposições. Como vc vê esta postura da mídia, agindo como partido (segundo a própria presidente da ANJ)?

Essa postura ficou mais clara a partir da campanha de 2006, e sobretudo no segundo mandato de Lula.

Em parte, essa postura se explica pelo fato de esses veículos serem os representantes dos setores derrotados pelo projeto (ultra-moderado, repita-se) de Lula.

Mas há mais que isso. Há dinheiro em disputa. Um articulista da “Folha” deixou isso muito claro em 2009, ao reclamar do que chamou de “Bolsa Mídia”. O governo Lula (sobretudo depois da entrada de Franklin Martins na SECOM) passou a distribuir verbas públicas de publicidade não apenas para os 100 ou 200 maiores veículos – como se fazia antes. Mas para 2000 ou 3000 – espalhados por todo o país.

Ou seja, a fatia ficou (um pouco) menor para “Folha”, “Estadao”, “Veja”, “O Globo”.

Eles querem “Bolsa Midia” só pra eles!

Fora isso, Lula quebrou o papel “mediador” da velha imprensa. Ele não fala mais “através” da imprensa. Ele fala direto com os cidadãos. Isso incomoda muito os velhos barões da imprensa.


4) Vc chegou a ouvir de alguém do Governo manifestação de apreensão quanto à governabilidade? Algum receio concreto de um golpe? Ou a campanha permanente visava apenas “sangrar”, mas não derrubar Lula?

Como já expliquei em resposta anterior, a campanha era pra “sangrar”. Aparentemente, ninguém realmente importante chegou a pensar em um golpe tradicional. Derrubada, se viesse, viria pelo Parlamento. Setores do então PFL (hoje DEM) chegaram a projetar essa hipóteses em 2005. Mas não vingou. Faltava a eles gente pra botar na rua. E Lula tnha povo para defendê-lo. Ficaram com medo de repetir 1954, transformando Lula num novo Getulio.


5) Explorou-se bastante as manifestações do general Augusto Heleno, como qualquer outra inquietação na caserna. Vc acha que a oposição a Lula e a mídia tentaram de alguma maneira “sublevar” algum setor ou alguma liderança militar? Como vc vê a conduta dos militares durante o Governo Lula?

Tenta-se trazer os militares (especialmente os mais antigos, da reserva) para esse movimento radicalizado da classe média anti-Lula. Pra isso, exploram-se dois temas caros aos militares da velha guarda: o suposto alinhamento de Lula com a esquerda latino-americana, e as tentativas (tímidas) de se abrir arquivos e levar a julgamento responsáveis por tortura e assassinatos durante a ditadura.

Na reação ao PNDH-3, isso ficou muito claro.

Não creio que um golpe hoje teria a configuração do golpe de 64. Militares da reserva fazem barulho. Mas golpe, se vier, terá uma aparência de legalidade (no modelo hondurenho).

Hoje, creio, a artilharia da mídia é mais pesada (e muito mais perigosa) do que os canhões dos militares.
6) Em recentes encontros, os proprietários dos meios de comunicação brasileiros têm deixado claro que farão “tudo que for possível” para evitar a vitória de Dilma Roussef. De que maneira tal interferência pode ameaçar a lisura do pleito, ou mesmo dificultar a posse da candidata da situação, caso eleita? Em síntese: o processo democrático corre risco neste ano eleitoral?

Em encontro do Instituto Millenium, e em declarações posteriores da presidenta da ANJ (Judith Brito), a mídia deixou claro que se organiza como um “partido”. Em vez de repercutir as falas e os posicionamentos da oposição, a mídia ocupou o lugar dos partidos de oposição – de forma explícita – produzindo programas, estratégias, conteúdos –  que depois são utilizados pelas siglas de oposição.

O grande partido de oposição hoje no Brasil chama-se PIG (o Partido da Imprensa Golpista – detectado por Paul Henrique Amorim, com auxílio do deputado Fernando Ferro do PT-PE), e suas sublegendas são Veja, Globo, Folha, RBS, Zero Hora…

Essa turma já deu mostras de que vai radicalizar em 2010. Se sentir que pode empurrar Serra pra vitória, vai usar todas as armas –não creio em golpe clássico, mas em pequenos golpes de terror (com informações falsas ou distorcidas) a tentar influir na decisão do eleitor, às vésperas do pleito.

Não creio que tenham força para influenciar TSE, ou para fraudar a eleição.

Mas ainda possuem força para gerar pânico, para disseminar mentiras. Por isso, é preciso ficara atento em 2010. Será a eleição mais suja desde Collor em 89.


7) Várias das “crises” foram esvaziadas pela imediata resposta e esclarecimentos feitos pela chamada “blogosfera”. Qual o papel da internet e dos blogs independentes na fiscalização da mídia cartelizada, e da defesa da informação mais fiel? Em que momentos a blogosfera conseguiu maior sucesso no desmascaramento de “crises” e/ou tentativas de golpe midiático?

A blogosfera tem um papel importante, mas não devemos superestimá-lo. Ainda geramos pouco conteúdo próprio, não conseguimos criar uma “contra-pauta” àquela que a mídia tradicional impõe ao Brasil. O que fazemos é denunciar que a mídia tem lado, tem partido. Ajudamos a tirar a máscara da neutralidade e da imparcialidade que eles tentaram vestir nos anos 90…

Verdade que Folha, Globo, Veja ajudam bastante nesse processo de arrancar as máscaras. Eles adotam um comportamento quase “didático”, que facilita o trabalho da blogosfera.

Mas voltando à sua pergunta: a blogosfera teve um papel importante já desde 2006 -  por exemplo, ao repercutir o belíssimo trabalho de Raimundo Pereira, na “CartaCapital”, que desmascarava o serviço sujo feito pela Globo nas vésperas do primeiro turno (naquela oportunidade, um diretor da Globo chegou a dizer na redação que, “se fosse só a revista nem valia a pena responder, mas a denúncia contra nós correu a internet, é algo muito grave”);

- mais recentemente, a blogosfera reagiu à Folha em dois episódios – quando o jornal chamou a ditadura de ditabranda (o blogueiro Eduardo Guimaraes comandou um protesto que levou 500 pessoas pra porta do jornal, e obrigou os Frias a se desculparem, ainda que de forma envergonhada), e quando o diário publicou uma ficha falsa de Dilma na primeira página (a reação foi tremenda, desmoralizando a Folha, provocando cancelamento de assinaturas…);

- em 2010, tivemos o espisodio da vinheta dos 45 anos da Globo (propaganda subliminar de Serra, com o número e o slogan do candidato); a blogosfera reagiu, e a Globo tirou o comercial do ar (porque teve também, ressalte-se, oposição interna de artistas que não aceitaram ser usados nessa manobra sórdida).

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O Piauí está mandando de volta para o Piauí o Heráclito Fortes,aquele senador que usa jatinhos do Daniel Dantas

Da Tribuna no Piauí:

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Em pesquisa do Captavox, Wellington Dias lidera disputa para o Senado

19/08/2010 14:06h

Um nova pesquisa do instituto Captavox divulgada na tarde desta quinta-feira, 19, pela TV Cidade Verde, o ex-governador Wellington Dias (PT) segue na frente pela disputa por um das duas vagas ao Senado. Dias tem 67,4% das intenções de votos. Em segundo lugar aparece o senador Mão Santa (PSC) com 31,8% e Heráclito Fortes (DEM) aparece com 21,7%. O candidato do PP, Ciro Nogueira,tem 15,4% e o petista Antônio José Medeiros surge com 8,8%. Nulos e brancos somam 16,2% dos entrevistados e 33,8% se declararam indecisos.

A pesquisa entrevistou 1.182 eleitores em 49 municípios piauienses no período de 10 a 15 de agosto. A margem de erro é de 2,85% e a pesquisa e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí com o número 21.340/2010.

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STF decide se Bancos devem indenizar poupadores que perderam dinheiro com os famigerados Plano Bresser e Collor

BRASÍLIA – Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverão julgar na quarta-feira, 25, duas ações que definirão a posição da Corte sobre a responsabilidade ou não de os bancos arcarem com as diferenças de correção monetária dos valores depositados nas cadernetas de poupança durante os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

Relator das ações, o ministro Sidnei Benetti decidiu levar o assunto a julgamento na 2ª. Seção do tribunal por considerar importante um posicionamento definitivo da Corte sobre o assunto. De acordo com Benetti, os recursos “abrangem as mais frequentes questões atinentes aos principais planos econômicos ocorridos no Pais” e que deram origem a milhares de processos que tramitam no STJ e em outros tribunais do País.

A decisão deverá servir de precedente para as outras ações que aguardam julgamento no STJ. “São dois recursos especiais, referentes, ambos, a teses relativas a ações de cobrança de diferenças de correção monetária de valores depositados em cadernetas de poupança, decorrentes de planos econômicos. Os recursos são notoriamente repetitivos e de caráter multitudinário, já havendo chegado a este tribunal milhares de casos idênticos”, afirmou Benetti num despacho do ano passado no qual ele decidiu submeter as duas ações a julgamento pela 2ª. Seção.

Dúvidas

Basicamente quatro dúvidas relativas à correção dos planos econômicos deverão ser esclarecidas pelo STJ: 1) quais os índices de correção devem ser aplicados a cada um dos planos; 2) quem deve arcar com os custos (os bancos ou o Banco Central); 3) como deve ser a capitalização dos juros (mensal ou anual) e 4) se é possível discutir na Justiça as diferenças de correção ou já ocorreu a prescrição.

Uma das principais preocupações dos órgãos de defesa do consumidor, como o Idec, é com o prazo de prescrição. Isso porque, numa decisão de abril deste ano, o STJ concluiu que o prazo para ingressar com ações civis públicas deve ser de 5 anos e não de 20, como reconheciam entendimentos anteriores do tribunal.

No Supremo

Além das ações que estão no STJ, há uma outra, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), e que também trata da reposição das alegadas perdas decorrentes dos planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

Na ação, a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) pede o reconhecimento da constitucionalidade dos planos.

Segundo a entidade, estariam tramitando na Justiça mais de 550 mil ações, entre processos individuais e coletivos, nas quais é pedido o pagamento de diferenças de correção de cadernetas de poupança Em abril, o STF recebeu um parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre a ação. No parecer, Gurgel opinou que o pedido deve ser negado.

O procurador questiona até a legitimidade da Consif para propor esse tipo de ação. “Ela trata dos planos econômicos em sua globalidade – quando não tem legitimidade para tanto – e faz uso daquela outra jurisprudência, de que não há direito adquirido a padrão monetário”, afirmou. Não há previsão de quando o julgamento ocorrerá.

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Traficante colombiano preso no ceará:No Brasil tínhamos operadores nos Bancos…e do exterior só quero citar o Delta Bank

Lavagem à brasileira

Preso no Ceará, colombiano conta que opera com dinheiro do cartel de Cáli no País há seis anos Francisco Alves Filho – Fortaleza

ISTOÉ - Você faz parte do cartel de Cáli?

Joaquim Hernando Castilla Jimenez - Esse conceito de cartel de Cáli não existe mais. Isso houve numa época de muita violência. O fato de eu ser de Cáli não quer dizer que seja do cartel. Agora, a maneira como eles ganhavam o dinheiro… isso não era da minha incumbência. Minha tarefa era fazer aplicações.

ISTOÉ - Mas você sabia que o dinheiro vinha do narcotráfico.
Jimenez - Nós nunca perguntamos de onde vem o dinheiro. Eu procurava aplicá-lo da melhor forma possível.
ISTOÉ - De que maneira fazia isso?
Jimenez - Inicialmente usamos a cidade de Letícia (Colômbia) como ponte. Vinha em espécie, passava na fronteira como se fosse carregamento de peixes e depois ia de balsa até Manaus, onde distribuíamos para aplicá-lo no Brasil. Até que encontramos métodos melhores.
ISTOÉ - Que meios foram esses?
Jimenez - Métodos legais, por intermédio de bancos. O dinheiro é remetido de uma conta nos EUA, limpa e legal. Utilizamos também Ilhas Cayman, Bahamas. Através de operadores de nossa confiança dentro desses bancos, diminuímos o rastreamento do dinheiro pelo Federal Bank dos EUA. Usando essas pessoas, autorizávamos a emissão de ordem de pagamento para bancos dentro do Brasil. Quando o dinheiro chegava aqui, antes de concluir o fechamento do câmbio, estornávamos o dinheiro. A operação aparecia registrada legalmente. Se o banco me perguntasse sobre a justificativa do dinheiro, dizia que tinha uma ordem de pagamento. E acabou. Tínhamos operadores no Banco Real, HSBC-Bamerindus, Unibanco, Bradesco e Bozano, Simonsen. Do Exterior, só quero citar o Delta Bank.
ISTOÉ - A partir daí, você fazia o quê?
Jimenez - Eu fazia a operação. Depois, advogados se encarregavam de adquirir imóveis. A operação era feita para mim, por mim e meus operadores, que tinha dentro dos bancos.
ISTOÉ - O Banco Central tem como checar as suas informações?
Jimenez - Se quisesse realmente faria isso. Basta verificar as ordens de pagamento.
ISTOÉ - É verdade que você movimentou US$ 720 milhões?
Jimenez - Não posso te dar uma cifra real. Entenda: de 1985 a 1997, nada menos que 85% da cocaína que entrava nos EUA e na Europa vinha dos cartéis colombianos. Posso dizer que na última operação movimentei US$ 5 milhões.
ISTOÉ - Políticos ou empresários lhe dão proteção?
Jimenez - Não. Minha proteção se chama dinheiro.
ISTOÉ - O trabalho da CPI pode diminuir o problema do narcotráfico?
Jimenez - Acho que a CPI faz um trabalho para aparecer. O melhor seria um trabalho investigativo. Mas vi nomes na imprensa com quem não tenho nada a ver. Isso é perigoso. Os traficantes de Cáli não são como a quadrilhinha de Hildebrando Pascoal. O negócio é diferente. Corre-se o risco de envolver pessoas que não têm nada a ver e podem amanhecer mortas por aí…
ISTOÉ - Tem medo de morrer depois dessas declarações?
Jimenez - Eu circulei livremente por dez anos, tenho dez nomes falsos. Eu sei como me cuidar. Eu irei embora e virão outros Joaquins Castillas. Mas vai ser difícil que esse tipo de dinheiro pare de entrar no Brasil.
ISTOÉ - Por que você e seu grupo escolheram trabalhar no Brasil?
Jimenez - O Brasil é um país muito grande, privilegiado, é o país do futuro… (sorri). Decidimos operar por aqui. Mas, desafortunadamente, fomos presos.

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Um número mais fácil de lembrar

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Mônica Serra e José Serra (o come quieto) são contra o bolsa família.E a Soninha do PPS?

Ao pegar o microfone, Monica Serra disse estar emocionada. “Pensei: não vou conseguir falar”, contou, pouco antes de criticar o programa Bolsa Família. “As pessoas não querem mais trabalhar, não querem assinar carteira e estão ensinando isso para os filhos”, falou. Ela lembrou a origem humilde do marido e a importância que a mãe dele teve ao defender o desejo que Serra tinha de estudar.

Antes de o microfone voltar para as mãos de Fernanda Richa, que corrigiu o discurso contra o Bolsa Família e afirmou que o programa será mantido, mas por um período, até que a pessoa tenha promoção social, Mônica entrou no tema religião.

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Os maiores assaltantes do povo brasileiro no “Cheque Especial”

Quem entra no “cheque especial” dificilmente sai e os Bancos sabem disso e por isso mesmo cobram as maiores taxas do planeta.Tem alguns que tem uma “arma secreta de atração” ou melhor uma arapuca que são os famosos “10 dias sem juros” mas existem estátisticas internas provando que menos de 5% dos clientes conseguem usufruir do “benefício” da isenção pelo máximo de 10 dias utilizados.

Abaixo a lista dos maiores membros da “associação”.A última coluna é a taxa nominal mensal incluindo os encargos.

Se nada for feito, algum dia veremos o que aconteceu no Chile onde as dívidas dos clientes foram consideradas impagáveis e todos os Bancos quebraram.

Não existe ainda uma “ROTA” no Banco Central para combater os abusos,lembrando que o dinheiro custa para os Bancos menos de 1% ao mês.

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Bancos são os maiores assaltantes do povo brasileiro.E para eles não existe uma “Rota”

Dos 96 bancos e instituições financeiras que informaram ao Banco Central ter feito crédito pessoal este mês, 15 cobraram acima de 10% mensais de juros e uma delas, a Crefisa, submeteu seus clientes a astronômicos 25,04% ao mês ou 1.360% ao ano. Como o relatório do BC só informa operações efetivamente realizadas, esse juro é real, ou seja, alguém pagou por ele.

As instituições que cobraram acima de 10% de juros ao mês foram: Portocred S A CFI (10,08% de juros ao mês), Aymore CFI (10,09), Midway S.A. – SCFI (11,82), Negresco S A CFI (12,07) Rotula S/A SCFI (12,14), Dacasa Financeira S A SCFI (12,30), Bco CSF S.A. (12,61), Kredilig (13,14), Banco Azteca do Brasil S.A. (14,06), Bco Cédula S A (14,78), Bco IBI S A BM (15,01), Fin Itaú CBD CFI (15,05), SAX CFI (15,12), Cetelem Brasil S A CFI (19,03) e Crefisa S A CFI (25,04% ao mês).

De acordo com o BC, nas operações de crédito pessoal estão incluídos os créditos consignados. As taxas efetivas mês resultam da capitalização das taxas efetivas-dia pelo número de dias úteis existentes no intervalo de 30 dias corridos, excluindo-se o primeiro dia útil e incluindo o último.

Caso alguma instituição não apareça no ranking, ou ela não opera na modalidade ou não prestou informação para todo o período, estando, neste segundo caso, sujeita às penalidades previstas na legislação vigente.

Confira o ranking dos juros do crédito pessoal:

Posição Instituição Juros %
1 BCO BVA S A 0,86
2 BCO MERCEDES-BENZ S.A. 1,26
3 BCO LA NACION ARGENTINA 1,66
4 BCO FIBRA S A 1,67
5 SENFF S.A. – CFI 1,75
6 BARIGUI S A CFI 1,82
7 BCO ALFA S A 1,83
8 TODESCREDI S/A – CFI 1,83
9 BCO CRUZEIRO DO SUL S A 1,84
10 BCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S A 1,93
11 SANTINVEST S A CFI 1,94
12 LECCA CFI 1,96
13 GOLCRED 1,97
14 BCO DAYCOVAL S.A 2,00
15 BCO BANESTES S A 2,01
16 BCO BRADESCO FINANCIAMENTOS 2,07
17 BV FINANCEIRA SA CFI 2,07
18 CARUANA SCFI 2,07
19 BANCOOB 2,08
20 BANCO MORADA S A 2,08
21 BANCO RODOBENS 2,12
22 PARANA BCO S A 2,13
23 BCO PECUNIA S A 2,14
24 BCO BGN S A 2,15
25 BCO DO NORDESTE DO BRASIL S A 2,24
26 BCO MATONE S A 2,25
27 BCO VOLKSWAGEN S A 2,25
28 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 2,26
29 BCO VOTORANTIM S A 2,28
30 BANCO BONSUCESSO S.A. 2,30
31 BCO ARBI S A 2,31
32 BCO RURAL S A 2,31
33 BCO LUSO BRASILEIRO S A 2,31
34 BCO INDUSTRIAL DO BRASIL S A 2,33
35 BCO SAFRA S A 2,33
36 BCO CAPITAL S A 2,34
37 PARATI CFI S A 2,35
38 VIPAL FINANCEIRA 2,38
39 BCO FICSA S A 2,43
40 BCO DO BRASIL S A 2,44
41 BCO BMG S A 2,46
42 BCO CACIQUE S A 2,47
43 BCO SCHAHIN S A 2,48
44 BCO MERCANTIL DO BRASIL S A 2,52
45 BCO LA REP ORIENTAL URUGUAY 2,58
46 BCO DO EST DE SE S A 2,65
47 BCO A J RENNER S A 2,66
48 BANCO INTERMEDIUM S/A 2,81
49 BCO DA AMAZONIA S A 3,00
50 BCO RIBEIRAO PRETO S A 3,22
51 BCO PAULISTA S A 3,22
52 BCO SANTANDER (BRASIL) S.A. 3,24
53 OMNI SA CFI 3,25
54 BANIF BRASIL 3,25
55 QUERO QUERO S A CFI 3,27
56 PERNAMBUCANAS FINANC S A CFI 3,27
57 SOCINAL 3,28
58 BRB BCO DE BRASILIA S A 3,29
59 BCO CITIBANK S A 3,35
60 CREDIFIBRA S.A. – CFI 3,39
61 BCO DO EST DO RS S A 3,47
62 FINANSINOS S A CFI 3,86
63 ITAÚ UNIBANCO 4,08
64 BANCO CITICARD 4,10
65 BANEX S/A CFI 4,14
66 FINANC ALFA S A CFI 4,25
67 BCO ITAUCARD 4,38
68 BRB – CFI S/A 4,42
69 BCO BRADESCO S A 4,49
70 HSBC BANK BRASIL SA BCO MULTIP 4,53
71 BANCO SEMEAR 4,77
72 BIORC CFI 5,14
73 BCO DO EST DO PA S A 5,33
74 CREDIARE CFI 6,19
75 BCO GE CAPITAL S A 6,41
76 PORTOSEG S A CFI 8,14
77 FINAMAX S A CFI 8,30
78 SUL FINANCEIRA S A CFI 8,47
79 CIFRA S A CFI 9,19
80 GRAZZIOTIN FINANCIADORA SA CFI 9,52
81 FAI S A CFI 9,73
82 PORTOCRED S A CFI 10,08
83 AYMORE CFI 10,09
84 MIDWAY S.A. – SCFI 11,82
85 NEGRESCO S A CFI 12,07
86 ROTULA S/A SCFI 12,14
87 DACASA FINANCEIRA S A SCFI 12,30
88 BCO CSF S.A. 12,61
89 KREDILIG 13,14
90 BANCO AZTECA DO BRASIL S.A. 14,06
91 BCO CEDULA S A 14,78
92 BCO IBI S A BM 15,01
93 FIN ITAU CBD CFI 15,05
94 SAX CFI 15,12
95 CETELEM BRASIL S A CFI 19,03
96 CREFISA S A CFI 25,04
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